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Contos de Cães e Maus Lobos

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A escrita encantatória de Valter Hugo Mãe chega ao conto como uma delicadíssima forma de inclusão. Estes contos são para todas as idades e são feitos de uma esperança profunda. Entre a confiança e o receio, cães e lobos são apenas um símbolo para a ansiedade perante a vida e a fundamental aprendizagem de valores e da capacidade de amar. Entre a confiança e o receio estabel A escrita encantatória de Valter Hugo Mãe chega ao conto como uma delicadíssima forma de inclusão. Estes contos são para todas as idades e são feitos de uma esperança profunda. Entre a confiança e o receio, cães e lobos são apenas um símbolo para a ansiedade perante a vida e a fundamental aprendizagem de valores e da capacidade de amar. Entre a confiança e o receio estabelecemos as entregas e a prudência de que precisamos para construir a felicidade. Com a participação plástica de: Ana Aragão | Cadão Volpato | Daniela Nunes | David de la Mano | Duarte Vitória | Filipe Rodrigues | Graça Morais | JAS | Joana Vasconcelos com Alice Vasconcelos | José Rodrigues | Luís Silveirinha | Nino Cais | Paulo Damião


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A escrita encantatória de Valter Hugo Mãe chega ao conto como uma delicadíssima forma de inclusão. Estes contos são para todas as idades e são feitos de uma esperança profunda. Entre a confiança e o receio, cães e lobos são apenas um símbolo para a ansiedade perante a vida e a fundamental aprendizagem de valores e da capacidade de amar. Entre a confiança e o receio estabel A escrita encantatória de Valter Hugo Mãe chega ao conto como uma delicadíssima forma de inclusão. Estes contos são para todas as idades e são feitos de uma esperança profunda. Entre a confiança e o receio, cães e lobos são apenas um símbolo para a ansiedade perante a vida e a fundamental aprendizagem de valores e da capacidade de amar. Entre a confiança e o receio estabelecemos as entregas e a prudência de que precisamos para construir a felicidade. Com a participação plástica de: Ana Aragão | Cadão Volpato | Daniela Nunes | David de la Mano | Duarte Vitória | Filipe Rodrigues | Graça Morais | JAS | Joana Vasconcelos com Alice Vasconcelos | José Rodrigues | Luís Silveirinha | Nino Cais | Paulo Damião

30 review for Contos de Cães e Maus Lobos

  1. 5 out of 5

    Sofia Teixeira

    Não sou uma especialista nas obras de Valter Hugo Mãe, pelo contrário, transporto comigo a vergonha de ter lido pouco mais do que A Desumanização e algumas das suas crónicas. Tive foi o privilégio de o conhecer há pouco mais de um ano e de o entrevistar. Não será demais dizer que sou hoje uma pessoa mais rica depois de o ter ouvido e ainda mais depois de ter lido esta pequena pérola que é este livro de contos. Sem bajulações ou qualquer tipo de elogios fáceis, digo-vos isto porque sou mesmo da o Não sou uma especialista nas obras de Valter Hugo Mãe, pelo contrário, transporto comigo a vergonha de ter lido pouco mais do que A Desumanização e algumas das suas crónicas. Tive foi o privilégio de o conhecer há pouco mais de um ano e de o entrevistar. Não será demais dizer que sou hoje uma pessoa mais rica depois de o ter ouvido e ainda mais depois de ter lido esta pequena pérola que é este livro de contos. Sem bajulações ou qualquer tipo de elogios fáceis, digo-vos isto porque sou mesmo da opinião que estamos perante um escritor que tem a capacidade de transformar o feio no belo, o triste no belo, as coisas banais e pragmáticas em obras que independentemente das emoções que transmitem são belas à sua maneira. Contos de cães e maus lobos transportam-nos para vários imaginários onde tudo toma uma profundidade digna de reflexão e de um despertar urgente. São 11 contos com 11 ilustrações cujo trabalho deve ser admirado, e que ilustram de forma particular cada um dos contos. Nas linhas que seguem cada ilustração que puxa à imaginação, deixamo-nos ser engolidos e conquistados. A escrita é simples, os cenários são simples, mas o reboliço no meu coração ao longo de grande parte das páginas foi tudo menos simples. Acho que é importante esta capacidade de através das palavras fazer pulsar mais forte os corações de quem as lê. Talvez pelo que tem sido a minha vida desde há um ano, os contos O Menino de Água e As mais belas coisas do mundo me tenham tocado particularmente. No primeiro são apenas duas páginas e meia e, no entanto, senti que o mundo todo cabia e era sugado nelas. O segundo é um pouco maior, mas também o percurso vai sendo através de uma sensação de procura e descoberta. Não há nada como o sentimento de perda para nos unir profundamente a emoções que por vezes não compreendemos. Há também que enaltecer o prefácio de Mia Couto, e penso que vale a pena frisar uma passagem com a qual me identifiquei desde logo: "Há na escrita de Valter Hugo Mãe algo que nos desconcerta e nos fragiliza." Estou tentada a adicionar que no fim também nos deixa mais fortes, mais capazes, com mais esperança na mudança. Os 11 contos são tão diferentes uns dos outros e ainda assim tão parecidos na candura que carregam com eles. Sabem porque é que já reli e hei-de reler novamente estes contos? Porque me fazem sentir menos sozinha, porque encontro reconciliação e até regeneração do meu espírito naquelas linhas. Se isto não quer dizer que estamos perante uma obra de arte única, não sei o que quer dizer. Acredito na capacidade redentora da escrita. Tanto para quem escreve como para quem lê. Estamos perante um livro intemporal que serve tanto para crianças como para adultos. Só posso agradecer ao Valter Hugo Mãe por todo o amor e carinho que emprega na sua escrita, pelo modo como encara a vida e tão sinceramente se expressa sobre a mesma. E termino com a última frase de As mais belas coisas do mundo: "Quero sempre inventar a vida.".

  2. 4 out of 5

    Vasco

    Durante a leitura encontrei tudo aquilo que Mia Couto descreve no prefácio. A importância que Valter Hugo Mãe dá aos pequenos detalhes. Este livro é a prova de que Valter se mostra um autor atento às coisas simples. Para mim, Valter é um espectro de vivências. A facilidade como consegue construir diferentes narrativas sobre os olhar de personagens tão distintas só prova que nunca saberemos o que virá a seguir. Será uma criança, um idoso, um livro? Serão todos eles juntos? A facilidade com o auto Durante a leitura encontrei tudo aquilo que Mia Couto descreve no prefácio. A importância que Valter Hugo Mãe dá aos pequenos detalhes. Este livro é a prova de que Valter se mostra um autor atento às coisas simples. Para mim, Valter é um espectro de vivências. A facilidade como consegue construir diferentes narrativas sobre os olhar de personagens tão distintas só prova que nunca saberemos o que virá a seguir. Será uma criança, um idoso, um livro? Serão todos eles juntos? A facilidade com o autor desenvolve estas personalidades é fascinante. Para mim este livro transcende tudo e nada. Transcende-nos para um ambiente de calma. Um ambiente pueril. Mesmo na permanência de continuarmos a habitar um corpo. Mantêm-nos atentos ao vazio que ficou em nós, resultado da ausência das memórias infantis. É também um espelho. Um espelho que nos leva a encontrar-nos numa necessidade constante de afectos - o querer amar e o querer ser amado. O amor. É o segundo livro que termino do autor. Intercalei a leitura com "A Desumanização". Tive necessidade de o começar por dois motivos: Primeiro porque "A Desumanização" estava levar-me a lugares da minha memória que pensei já se terem apagado. Pensei que os encontraria já extintos. E estava a ser doloroso revisitar esses lugares que tanto me disseram, mas que hoje me dizem tão pouco. Arriscaria a dizer que me dizem quase nada. Ficaram apenas pequenas lembranças. Sensações. Mas as pessoas continuam lá. Segundo, porque o lançamento do novo romance de Valter Hugo Mãe, "Homens imprudentemente poéticos" é no próximo domingo e queria ler mais do autor, pelo menos os seus dois últimos livros antes de ter a oportunidade de conversar um pouco com ele. Não gosto muito desta ideia de partir as estrelas ao meio, mas sem dúvida que este livro foi quatro estrelas e meio. Todos os contos me envolveram, chegando mesmo a terminar surpreso alguns deles. Mas dois destes contos criaram uma espécie de barreira e não me consegui envolver. Terá sido culpa minha? Terá sido culpa do conto? Agora também não interessa culpar ninguém. Interessa que todos devem pegar neste livro o mais rápido possível. É extremamente fácil de ler, e mais uma vez, Valter Hugo Mãe soube como presentear os seus leitores com narrativas simples (ao mesmo tempo complexas) com personagens fantásticas, capazes de emocionar, através de uma escrita poética, encantadora e repleta de amor.

  3. 4 out of 5

    Mar

    A primeira coisa de que me apercebi quando terminei este livro foi que não tinha palavras para o que acabara de ler. Nunca tinha lido nada, mesmo nada, parecido com o que Valter Hugo Mãe nos deixa saborear nestes contos.

  4. 4 out of 5

    Ana

    Ficha técnica Título – Contos de cães e maus lobos Autor – Valter Hugo Mãe Editora – Porto Editora Páginas – 159 Datas de leitura – de 26 a 28 de junho de 2016 Opinião Não sou uma entusiasta leitora de contos – terminam mal começam. E estes de Valter Hugo ainda mais. Contudo, que terramoto, que tsunami provocaram nas minhas emoções! É um livrinho perfeito, que nos sucumbe e que causa aquela mossa deleitosa que sempre busco nas leituras que me passam pelas mãos. Não pretendo alongar-me muito neste texto, Ficha técnica Título – Contos de cães e maus lobos Autor – Valter Hugo Mãe Editora – Porto Editora Páginas – 159 Datas de leitura – de 26 a 28 de junho de 2016 Opinião Não sou uma entusiasta leitora de contos – terminam mal começam. E estes de Valter Hugo ainda mais. Contudo, que terramoto, que tsunami provocaram nas minhas emoções! É um livrinho perfeito, que nos sucumbe e que causa aquela mossa deleitosa que sempre busco nas leituras que me passam pelas mãos. Não pretendo alongar-me muito neste texto, prefiro que as palavras do autor mostrem o quanto aquilo que saiu da sua mente romântica (“Sou muito romântico, quero melhorar o mundo.”) é fabuloso, é encantador, é encantatório, viaja diretamente ao nosso coração e o deixa pequenino, apertadinho e insuficiente para abraçar tantos sentimentos. São doze contos. Abrem com um prefácio de Mia Couto (ele também um génio em forrar as palavras de encantamento e magia) e cada um deles é introduzido por ilustrações de doze artistas plásticos diferentes. A encadernação, as suas cores predominantes (cinzento escuro e vermelho) e o próprio título da obra iludem-nos, transmitindo-nos a ideia de que o seu conteúdo estará recheado de episódios tristes, negros, aterradores, com lobos e cães esfaimados de sangue, de dentes e garras afiadas, prontos para abocanhar vítimas indefesas. No entanto, são poucos os contos que apresentam canídeos como personagens em evidência. Apenas o que se intitula “O mau lobo” nos oferece uma versão deliciosamente enternecedora do conto infantil “Capuchinho vermelho”. Na generalidade, são textos com protagonistas humanos, desde mães, avós, netos, filhos, velhos, crianças que não querem crescer e outras que são obrigadas a fazê-lo demasiado depressa, rapazes e raparigas que compreendem a importância de afetos por gentes, coisas ou livros. Para que compreendam melhor o quanto esta pequena obra é um exemplo daquelas que não queremos pôr de lado, daquelas que pintam o nosso mundo e o tornam melhor (nem que seja no curto espaço de tempo que habitamos nela) e um exemplo do quão genial é a arte de Valter Hugo Mãe de brincar com as palavras, de encaixá-las em frases, parágrafos, contos, histórias que nos penetram, nos encantam e nos fazem construir torrões docinhos de felicidade, deixo-vos alguns dos muitos excertos que sublinhei (e como trabalhou o lápis ): “Julgava ela que o filho se diluíra como um cubo de açúcar incapaz de adocicar o mar.” “Nunca secava o corpo porque a água era agora o seu menino. Molhava-se, estendia as mãos em redor como radares aflitos por um abraço e imaginava que a criança fazia as ondas. Talvez as ondas fossem um modo de falar.” (conto “O menino de água”) "Para mim, os poemas eram rendinhas de palavras, umas e outras escolhidas para tudo ficar bonito ou inusitado, como se fossem palavras de sair à rua para uma cerimónia. E as suas metáforas juntavam corpos e davam beijos e falavam em fidelidades eternas ou ansiedades. Falavam de uma vontade quase desnatural de ver alguém. Os poemas eram bordadinhos que se estendiam sobre os corpos de quem amava. Podiam ser uma roupa inteira, a única roupa." (conto “Querido monstro”) “Percebi que para dentro de nós há um longo caminho e muita distância. Não somos nada feitos do mais imediato que se vê à superfície. Somos feitos daquilo que chega à alma e a alma tem um tamanho muito diferente do corpo.” (conto “O rosto”) “Os livros não esquecem nada. Eles são para sempre a mesma memória admirável. Esquecer livros é uma agressão à própria natureza. Embora, na verdade, eles nem se devam importar, porque podem esperar eternamente.” “Gostei de colocar a hipótese de os livros serem como bichos. Isso faz deles o que sempre suspeitei: os livros são objectos cardíacos. Pulsam, mudam, têm intenções, prestam atenção. Lidos profundamente, eles estão incrivelmente vivos. Escolhem leitores e entregam mais a uns do que a outros. Têm uma preferência. São inteligentes e reconhecem a inteligência.” “Todos os livros são conversas que os escritores nos deixam. Podemos conversar com Camões, Shakespeare ou Machado de Assis, mesmo que tenham morrido há tantos anos.” “Eu disse que ler é como caminhar dentro de mim mesmo. E é verdade. Quando lemos estamos a percorrer o nosso interior.” (conto “O rapaz que habitava os livros”) "Eu entendi que o meu avô era como todas as mais belas coisas do mundo juntas numa só. E entendi que fazer-lhe justiça era acreditar que, um dia, alguém poderia reconhecer a sua influência em mim e, talvez, considerar de mim algo semelhante. Com maior erro ou virtude, eu prometi tentar." “À noite, deito-me como uma semente na almofada húmida do coração. Fico aninhado com a esperança de crescer esplendorosamente por dentro do amor. No verdadeiro amor tudo é sempre vivo.” (conto “As mais belas coisas do mundo”) “As pessoas que se tornam leitoras ficam logo mais espertas, até andam três centímetros mais altas, que é efeito de um orgulho de estarem a fazer a coisa certa. Ler livros é uma coisa muito certa.” “Todos os livros são infinitos. Começam no texto e estendem-se pela imaginação. (…) Mesmo os contos, de pequenos não têm nada.” (conto “Bibliotecas”) Sinto-me mais esperta, mais inteligente, ando alguns centímetros mais alta, cheia de orgulho porque há mais de trinta anos que estou a fazer a coisa certa, a caminhar dentro de mim mesma e à conversa com de escritores geniais como Valter Hugo Mãe, de quem sou uma profunda admiradora. NOTA – 10/10

  5. 5 out of 5

    Cristiana de Sousa

    De encher o coração e a alma. Contos com uma profundidade imensa apesar de contarem histórias simples. Adorei

  6. 5 out of 5

    Ludgero Cardoso

    Contos: - A menina que carregava bocadinhos (3/5) - O menino de água (5/5) - Querido monstro (4/5) - A princesa com alma de galinha (2/5) - O rosto (5/5) - O rapaz que habitava os livros (4/5) - Modo de amar (2/5) - O mau lobo (2/5) - As mais belas coisas do mundo (5/5) - Quatro velhos (2/5) - Bibliotecas (5/5)

  7. 5 out of 5

    Sofia

    "Percebi que para dentro de nós há um longo caminho e muita distância. Não somos nada feitos do mais imediato que se vê à superfície. Somos feitos daquilo que chega à alma e a alma tem um tamanho muito diferente do corpo." Gostei de alguns contos mais do que de outros, mas ainda não foi desta que este autor me arrebatou. Não é ele, sou eu. "Percebi que para dentro de nós há um longo caminho e muita distância. Não somos nada feitos do mais imediato que se vê à superfície. Somos feitos daquilo que chega à alma e a alma tem um tamanho muito diferente do corpo." Gostei de alguns contos mais do que de outros, mas ainda não foi desta que este autor me arrebatou. Não é ele, sou eu.

  8. 5 out of 5

    Maria

    Contos de cães e maus lobos de Valter Hugo Mãe é um livro visualmente belíssimo. Convida os olhos curiosos de quem por ele passa a pegar-lhe, vá lá, só uma página. E pronto, lá segue mais alguém com uma cópia por debaixo do braço. Quanto à escrita, a primeira sensação que tive foi que Valter Hugo Mãe tem um enorme respeito ao uso da palavra. Aliás, não só lhe tem respeito, como amor. Sente-se a sua dedicação no modo como constrói as frases, como se de um castelo de cartas se tratasse. O vento bem Contos de cães e maus lobos de Valter Hugo Mãe é um livro visualmente belíssimo. Convida os olhos curiosos de quem por ele passa a pegar-lhe, vá lá, só uma página. E pronto, lá segue mais alguém com uma cópia por debaixo do braço. Quanto à escrita, a primeira sensação que tive foi que Valter Hugo Mãe tem um enorme respeito ao uso da palavra. Aliás, não só lhe tem respeito, como amor. Sente-se a sua dedicação no modo como constrói as frases, como se de um castelo de cartas se tratasse. O vento bem pode tentar, mas tenho a impressão que o seu reino só irá abanar por consideração, sem qualquer perda. “Os livros oferecem o que são, o que sabem, uma e outra vez, sem se esgotarem, sem se aborrecerem de encontrar infinitamente pessoas novas. Os livros gostam de pessoas que nunca pegaram neles, porque têm surpresas para elas e divertem-se com isso. Os livros divertem-se muito.” Não sei explicar porquê, mas fiquei com a sensação que este é no entanto um romance à distância. Há uma entrega, sim, mas de um certo modo comedida, como quem dedica a vida a alguém sem alguma vez interagir diretamente, criando um espaço de adoração sem vergonha. Abrem-se assim portas a um sentir que nada deve à norma porque com ela não se envolve. É um sentir desmedido, total, sem qualquer medo das repercussões. É um sentir que se sente, e que (pre)enche. “O meu avô dizia que as sementes eram meninos de pedra que nasciam por um bocado de água. Como se fossem pedras com tanta sede que se tornavam capazes de inventar a vida só para poderem beber.” Enfim, ler estes contos foi uma experiência diferente. E aqui me encontro agora, com “A Desumanização” comprada de fresco ao meu lado esquerdo.

  9. 4 out of 5

    Márcia Balsas

    Crónica na Revista Gerador #8

  10. 4 out of 5

    Clara de Assis

    Minha amiga querida escolheu o momento perfeito e o livro perfeito pra me dar de presente... Eu sinceramente não poderia ter encerrado meu desafio de leitura e, também este ano, de forma melhor. Realmente me apaixonei pela sensibilidade e beleza de cada um dos contos -- no segundo eu já tava toda arrepiada e chorando. Amei especialmente a edição que li (Biblioteca Azul, 2019) por causa dos desenhos.

  11. 5 out of 5

    Ana Nehan

    "Mas nunca mais viram ou ouviram falar da moça. A liberdade também era isso, não voltar." "Mas nunca mais viram ou ouviram falar da moça. A liberdade também era isso, não voltar."

  12. 5 out of 5

    Angie

    Eu não sou muito de ler autores portugueses. Até agora só li Eça de Queirós e Pedro Chagas Freitas. Um dos meus objetivos para este ano é sem dúvida mudar isso. Quero ler mais do que é nosso, porque temos escritores super bons e que merecem ser reconhecidos. Por sorte comecei por Valter Hugo Mãe. Já ouvi maravilhas dele, aconselham imenso os livros dele e agora entendo o porquê. Este livro encontra-se dividido em diversos contos. E digo-vos que cada um melhor que o outro. Claro que tem um ou dois Eu não sou muito de ler autores portugueses. Até agora só li Eça de Queirós e Pedro Chagas Freitas. Um dos meus objetivos para este ano é sem dúvida mudar isso. Quero ler mais do que é nosso, porque temos escritores super bons e que merecem ser reconhecidos. Por sorte comecei por Valter Hugo Mãe. Já ouvi maravilhas dele, aconselham imenso os livros dele e agora entendo o porquê. Este livro encontra-se dividido em diversos contos. E digo-vos que cada um melhor que o outro. Claro que tem um ou dois que não são tão bons como os outros, mas mesmo assim não ficam muito atrás. Admiro o escritor por conseguir escrever da perspetiva de várias personagens todas diferentes. Criar uma história para elas não é nada fácil, principalmente quando sabemos que tem de ser apenas um conto. Mas Valter Hugo Mãe soube lidar com isso perfeitamente. De todos os contos o que gostei mais foi sem dúvida "O Rapaz que Habitava os Livros", "As Mais Belas Coisas do Mundo" e "Bibliotecas". Adorei tanto aqueles contos que foi impossível não os guardar no coração. Uma característica muito interessante do livro, para além de ser uma edição super bonita tem ilustrações. As folhas são em tons vermelhos, a capa é deveras simples e incrível e temos todo o tipo de ilustrações. E para tornar o livro mais especial temo um prefácio de Mia Couto, e não podia concordar mais com as suas palavras. Que venham mais livros de Valter Hugo Mãe, porque ele conquistou-me o coração e a alma.

  13. 4 out of 5

    Alexandra Rodrigues

    "(...) o melhor da vida haveria de ser ainda um mistério e que o importante era seguir procurando. (....) dentro do abraço do avô. Porque ele se tornava uma casa inteira e acolhia-nos. Aprender é mudar de conduta, fazer melhor. (...) Era um detective de interiores, queria dizer, inspeccionava sobretudo sentimentos. Comecei por entender que nenhuma vitória me gratifivava mais do que descortinar uma resposta e aceder a um abraço. De cada vez que a nossa cabeça resolve um problema aumentamos de tam "(...) o melhor da vida haveria de ser ainda um mistério e que o importante era seguir procurando. (....) dentro do abraço do avô. Porque ele se tornava uma casa inteira e acolhia-nos. Aprender é mudar de conduta, fazer melhor. (...) Era um detective de interiores, queria dizer, inspeccionava sobretudo sentimentos. Comecei por entender que nenhuma vitória me gratifivava mais do que descortinar uma resposta e aceder a um abraço. De cada vez que a nossa cabeça resolve um problema aumentamos de tamanho. Podemos chegar a ser gigantes, cheios de lonjuras por dentro, (...) países inteiros de ideias e coisas imaginárias. O meu avô pedia que não me desiludidos. Quem se desilude morre por dentro. (...) é urgente viver encantado. O encanto é a única cura possível para a inevitável tristeza. Não devemos dar tanta atenção ao preço mas ao valor (...). Ele acreditava que faltava ao mundo mais coisas sem preço devido ao grande valor que tinham. (...) Aquilo que há de mais valioso deve ser um direito de toda a gente e distribuído por graça e segundo a necessidade. " "Aprendi que a minha avó ficou doente e precisou de morrer. Por causa de estar muito doente, a avó precisara de morrer para ficar sossegada. Não lhe poderíamos falar, mas ela seria um património dentro de nós, uma recordação que a saberia manter como viva. O meu avô disse-me que teríamos de procurar a felicidade daqueles tempos mais difíceis. Se esperarmos, um dia a tristeza dá lugar à celebração. Íamos aprender a celebrar a avó. Para a beleza é imperioso acreditar. Quem não acredita não está preparado para ser melhor do que já é. (...) o meu avô precisou de morrer. (...) talvez não tenha aprendido nada porque me custa mudar de conduta, só me apetece chorar (...) morrer era só como deixar-se sossegar. Eu senti que o meu sossego era do tamanho da nossa solidão. (...) há uma felicidade para os tempos difíceis. Sei que é importante seguir à sua procura. Senti ter ficado do lado de fora do abraço, como se a casa tivesse ido embora com um temporal e me pusesse irremediavelmente desabrigado (...) fora do abraço do avô. (...) dentro do coração há sempre um abraço. Passei a viver sobretudo dentro do coração, como numa casa que não pode ir-se embora. Entendi que o meu avô era como todas as coisas mais belas do mundo juntas numa só. À noite, deito-me como uma semente na almofada húmida do coração. Fico aninhado com a esperança de crescer esplendorosamente por dentro do amor. No verdadeiro amor tudo é para sempre vivo. Quero sempre inventar a vida."

  14. 5 out of 5

    José Jorge

    Livro com diversos contos sobre o amor, amizade, felicidade, liberdade, blá, blá, blá... Alguns dos contos são bonitos e bem escritos, mas nada surpreendentes.

  15. 4 out of 5

    Gonçalo S Neves

    Pudesse resumir o livro numa frase: «O amor liberta.» (Em breve, talvez, se me der na telha, faço review da obra.)

  16. 4 out of 5

    Gonçalo

    Uma agradável surpresa!

  17. 4 out of 5

    Isabela Cabrini Junqueira

    após um certo tempo lendo apenas escritoras, decidi romper com esse costume e ler esse livro de contos do valter hugo mãe. também não costumo ler contos, mas esses me foram tão preciosos que pareciam seda em minhas mãos. fui extremamente tocada com a delicadeza e sutileza do autor. é de encher os olhos e de ler sorrindo. “os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e o baixo, a esquerda e a direta de cada coisa ou coisa nenhuma. nem pestanejam de tanta curiosidade. podemos pensar após um certo tempo lendo apenas escritoras, decidi romper com esse costume e ler esse livro de contos do valter hugo mãe. também não costumo ler contos, mas esses me foram tão preciosos que pareciam seda em minhas mãos. fui extremamente tocada com a delicadeza e sutileza do autor. é de encher os olhos e de ler sorrindo. “os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e o baixo, a esquerda e a direta de cada coisa ou coisa nenhuma. nem pestanejam de tanta curiosidade. podemos pensar que abrir e fechar um livro é obrigá-lo a pestanejar, mas dentro de um livro nunca se faz escuro. os livros querem sempre ver e estão sempre a tocar”

  18. 4 out of 5

    Margaret

    “… nenhuma tristeza define obrigatoriamente o que podemos fazer no dia seguinte. No dia seguinte, ainda que guardemos a memória de cada dificuldade, podemos sempre optar por regressar à busca das ideias felizes.” Estes contos têm o charme das histórias infantis, com princesas, monstros e outras situações de faz-de-conta, mas com mensagens que tocam a leitores de qualquer idade. É falar de coisas simples, das coisas que realmente importam, mas numa doce cadência de fábula. Há frases lindas para su “… nenhuma tristeza define obrigatoriamente o que podemos fazer no dia seguinte. No dia seguinte, ainda que guardemos a memória de cada dificuldade, podemos sempre optar por regressar à busca das ideias felizes.” Estes contos têm o charme das histórias infantis, com princesas, monstros e outras situações de faz-de-conta, mas com mensagens que tocam a leitores de qualquer idade. É falar de coisas simples, das coisas que realmente importam, mas numa doce cadência de fábula. Há frases lindas para sublinhar. Aqui deixo outra: “As bibliotecas deviam ser declaradas da família dos aeroportos, porque são lugares de partir e de chegar.”

  19. 4 out of 5

    Guilherme Duarte

    Achei muito lindo, sou uma pessoa que naturalmente aprecia contos pelo dinamismo da narrativa e como os autores de sensibilidade aguçada conseguem criar uma história profunda e com ricos personagens em poucas páginas. Mãe faz isso e lindamente nos contos A princesa com alma de galinha, O rosto e querido monstro pude ver o que mais admiro nos romances de VHM que é a consciência reflexiva de personagens infantis, como ele consegue passar uma mensagem de culta reflexão nas palavras de uma criança, Achei muito lindo, sou uma pessoa que naturalmente aprecia contos pelo dinamismo da narrativa e como os autores de sensibilidade aguçada conseguem criar uma história profunda e com ricos personagens em poucas páginas. Mãe faz isso e lindamente nos contos A princesa com alma de galinha, O rosto e querido monstro pude ver o que mais admiro nos romances de VHM que é a consciência reflexiva de personagens infantis, como ele consegue passar uma mensagem de culta reflexão nas palavras de uma criança, questões existências dentro do filtro da inocência e da imaginação, sou fã demais desse autor, ainda em busca de um livro dele que eu não dê uma notona.

  20. 4 out of 5

    Adriana

    Valter Hugo Mãe destrói o meu coração para o reconstruir logo a seguir parte 183273

  21. 4 out of 5

    Ariane Guissi

    Entende -se mais sobre quem vc é com esse livro. Que maravilhoso!

  22. 4 out of 5

    Julia Coppa

    “O problema de termos esperança é sempre e sobretudo nosso” Tava com saudades de ler um bom livro do Valtinho 💛

  23. 4 out of 5

    Luiz Madeira

    Um livro de contos infantis por um autor que diz não ser natural com crianças. O resultado é um livro que mistura fabulas com morais que não são dadas de bandeja. Segundo o próprio autor, um livro que não subestima a inteligência das crianças.

  24. 5 out of 5

    Fábio

    Que livro belíssimo! Estou de coração cheio. Contos: - A menina que carregava bocadinhos (3/5) - O menino de água (5/5) - Querido monstro (5/5) - A princesa com alma de galinha (3/5) - O rosto (5/5) - O rapaz que habitava os livros (4/5) - Modo de amar (4/5) - O mau lobo (4/5) - As mais belas coisas do mundo (5/5) - Quatro velhos (3/5) - Bibliotecas (4/5)

  25. 4 out of 5

    Valmir Almagro

    Este livro é escrito para outro tipo de criança: aquela que é capaz de querer entender os grandes mistérios da vida: amizade, buscas, fé, arrependimento, esperança entre outros. Tudo com uma perspectiva bem distinta. A grande beleza deste livro é mostrar que na verdade somos todos pequenos aprendizes nesta tão complexa existência. Leia com respeito.

  26. 4 out of 5

    Felipe

    O texto de Valter Hugo é sempre muito especial por ter uma compreensão tão delicada e tão viva do mundo e das pessoas que o habitam que se torna um gênero textual muito específico, uma prosa poética que parece dizer respeito somente a ele. No entanto, os textos compilados neste volume de contos, ainda que muito singelos, parecem sofrer todos do mesmo esforço de parecer muito mais belos, e rebuscados, e requintados do que o necessário. Não parece o Valter de Desumanização ou Mil Homens, que brinc O texto de Valter Hugo é sempre muito especial por ter uma compreensão tão delicada e tão viva do mundo e das pessoas que o habitam que se torna um gênero textual muito específico, uma prosa poética que parece dizer respeito somente a ele. No entanto, os textos compilados neste volume de contos, ainda que muito singelos, parecem sofrer todos do mesmo esforço de parecer muito mais belos, e rebuscados, e requintados do que o necessário. Não parece o Valter de Desumanização ou Mil Homens, que brincava com as palavras e as fazia suas, mas sim um Valter que se debate com elas e tenta dominá-las à força. São textos bonitos sobre cães, lobos, e infâncias de várias idades, mas certamente não é o melhor momento dele. // Valter Hugo's writing is always very special, because he has such a delicate and lively understanding of the world and the people who inhabit it that it becomes a very specific textual genre, a poetic prose that seems to relate to him alone. However, the texts compiled in this volume of stories, although very simple, seem to suffer all of the same effort of appearing much more beautiful, and refined, and exquisite than necessary. It does not look like the Valter of Desumanização or Filho de Mil Homens, who played with words and made them his own, but a Valter who struggles with them and tries to dominate them by force. They are beautiful texts about dogs, wolves, and childhoods of various ages, but it's certainly not his best.

  27. 4 out of 5

    Bruno Carriço

    Merece mais meia estrela, pois está aqui presente, e ao alcance dos mais novos, aquela já habitual sensibilidade de Valter Hugo Mãe. Há contos mais conseguidos e outros menos significativos, mas nenhum é perda de tempo, nesta ideia de encontrarem e espalharem o que há de bonito que urge levar às gerações mais novas, para que se façam melhores do que nós. A edição é muito cuidada e embelezada por artistas como Nino Cais, Ana Aragão, Cadão Volpato e Joana Vasconcelos, por exemplo.

  28. 5 out of 5

    Marta Bramão

    Simple stories with huge life lessons. The way he plays with words is amazing.

  29. 5 out of 5

    Fátima

    E eis que, não sendo fã de contos, me rendo a estes, anunciados como contos para todas as idades. Belissimos contos, de enorme sensibilidade. Saborear as palavras e os sentimentos é a expressão que me ocorre. E já estou com vontade de reler pois acho que estes contos merecem ser lidos mais que uma vez. Só não dou 5 estrelas porque é um livro pequenino e no fim sabe a pouco. Altamente recomendado.

  30. 5 out of 5

    Tânia

    Bonito livro de pequenos contos de Valter Hugo Mãe. Como o próprio autor designa a sua escrita é romântica que pretende veicular princípio éticos com vista a melhorar o mundo. Cada conto é precedido de dois desenhos de um artista plástico. Foi a primeira obra que li do autor. Destaco, porque gostei especialmente deles, estes dois trechos: "Para mim, os poemas eram rendinhas de palavras, umas e outras escolhidas para tudo ficar bonito ou inusitado, como se fossem palavras de sair à rua para uma cer Bonito livro de pequenos contos de Valter Hugo Mãe. Como o próprio autor designa a sua escrita é romântica que pretende veicular princípio éticos com vista a melhorar o mundo. Cada conto é precedido de dois desenhos de um artista plástico. Foi a primeira obra que li do autor. Destaco, porque gostei especialmente deles, estes dois trechos: "Para mim, os poemas eram rendinhas de palavras, umas e outras escolhidas para tudo ficar bonito ou inusitado, como se fossem palavras de sair à rua para uma cerimónia. E as suas metáforas juntavam corpos e davam beijos e falavam em fidelidades eternas ou ansiedades. Falavam de uma vontade quase desnatural de ver alguém. Os poemas eram bordadinhos que se estendiam sobre os corpos de quem amava. Podiam ser uma roupa inteira, a única roupa." Pág. 51, conto Querido Monstro "Eu entendi que o meu avô era como todas as mais belas coisas do mundo juntas numa só. E entendi que fazer-lhe justiça era acreditar que, um dia, alguém poderia reconhecer a sua influência em mim e, talvez, considerar de mim algo semelhante. Com maior erro ou virtude, eu prometi tentar." pág. 128, conto As mais belas coisas do mundo

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