web site hit counter Alguém disse totalitarismo? Cinco intervenções no (mau) uso de uma noção - Ebooks PDF Online
Hot Best Seller

Alguém disse totalitarismo? Cinco intervenções no (mau) uso de uma noção

Availability: Ready to download

Em Alguém disse totalitarismo? Cinco intervenções no (mau) uso de uma noção, Slavoj Žižek enfrenta o famigerado e pouco palatável tema do totalitarismo. Evitando ao mesmo tempo o polemismo barato e o detalhamento repetitivo, o filósofo esloveno envolve sua análise nos mais candentes impasses ideológicos do presente. Ao invés de apresentar uma crítica política das estrutura Em Alguém disse totalitarismo? Cinco intervenções no (mau) uso de uma noção, Slavoj Žižek enfrenta o famigerado e pouco palatável tema do totalitarismo. Evitando ao mesmo tempo o polemismo barato e o detalhamento repetitivo, o filósofo esloveno envolve sua análise nos mais candentes impasses ideológicos do presente. Ao invés de apresentar uma crítica política das estruturas de exceção que constituem a administração totalitária, Žižek defende que a própria noção de “totalitarismo”, longe de ser um conceito teórico efetivo, é essencialmente um tapa buraco: “em vez de possibilitar nosso pensamento, forçando-nos a adquirir uma nova visão sobre a realidade histórica que ela descreve, ela nos desobriga de pensar, ou nos impede ativamente de pensar”. A fim de explicar seu raciocínio, ele provoca: "Na embalagem do chá verde Celestial Seasonings há uma breve explicação de seus benefícios: `O chá verde é uma fonte natural de antioxidantes que neutralizam os radicais livres, moléculas nocivas ao nosso corpo. Controlando os radicais livres, os antioxidantes ajudam o corpo a manter a saúde`. Mutatis mutandis, a noção de totalitarismo não é um dos principais antioxidantes ideológicos, cuja função durante toda sua existência foi controlar os radicais livres e, assim, ajudar o corpo social a manter sua saúde político-ideológica?". Aqui o filósofo não teme afirmar que os principais setores intelectuais, tanto à direita quanto à esquerda, se situam em campos ideológicos idênticos. "Em toda a sua existência, o `totalitarismo` foi uma noção ideológica que amparou a complexa operação de `controle dos radicais livres`, de garantia da hegemonia liberal-democrática, rejeitando a crítica de esquerda de que a democracia liberal seria o anverso, a `irmã gêmea` da ditadura fascista de direita. E é inútil tentar salvar o `totalitarismo` dividindo-o em subcategorias (enfatizando a diferença entre a variedade fascista e a comunista): no momento em que aceitamos a noção de `totalitarismo`, entramos firmemente no horizonte liberal-democrático”. A fusão explosiva entre psicanálise lacaniana, crítica da economia política marxista e filosofia hegeliana se volta para solapar o consenso liberal-democrático que gera a designação de totalitarismo. Para Žižek, é preciso ter a ousadia inicial de quebrar sem temor esses tabus liberais: “E daí se formos acusados de ‘antidemocraticos’, ‘totalitarios’...”. Não se trata de salvar a experiência hitlerista ou a stalinista da sombra do totalitarismo – Žižek, aliás, é o primeiro a criticar as contradições do comunismo real –, mas sim de demonstrar como o termo diz mais sobre a própria ideologia neoliberal que a projeta. O “totalitarismo” é definido por Žižek em termos de quatro noções fundamentais: o Holocausto como o supremo Mal diabólico; o gulag stalinista como a suposta verdade por trás do projeto revolucionário socialista; fundamentalismos étnicos e religiosos, que devem ser combatidos através da tolerância multicultural; e a ideia desconstrucionista de que a derradeira raiz do totalitarismo é o fechamento ontológico do pensamento. À consciência liberal hegemônica basta um flerte com algum desses tabus “totalitários” para desqualificar qualquer crítica ao status quo. Os cinco ensaios que compõem o livro abordam o fenômeno do totalitarismo de forma lateral. Mobilizando um instrumental teórico interdisciplinar, unindo metafísica à cultura pop através dos mais variados temas de Hamlet, Dalai Lama, Steven Spielberg, Ghandi, economia política soviética, mito de Édipo, Shostakovich, islamismo, entre outras referências atuais, Žižek se esquiva do lugar-comum para apresentar uma provocativa crítica cultural de nosso tempo. O próprio filósofo abre cada “intervenção” com um resumo irônico, a começar pela introdução, “Sobre antioxidantes ideológicos”, “que, apresentando ao leitor impetuoso o conteúdo do livro, explica por que o totalitarismo é e foi, desde os primórdios, um tapa buraco”; seguida pelo capítulo 1, “O mito e suas vicissitudes”, “em que o leitor se surpreenderá ao descobrir que o mito é um fenômeno secundário que advém da comédia social; como bônus, o leitor também conhecerá o segredo do surgimento de uma bela mulher”; pelo capítulo 2, “Hitler ironista?”, “em que o leitor, além de descobrir o que se passava na mente de Hitler enquanto planejava e cometia seus crimes hediondos, descobrirá por que nós, hoje, demonstramos respeito às vitimas do Holocausto pela risada”; pelo capítulo 3, “Quando o partido comete suicídio”, “em que o leitor primeiro será iniciado nos segredos dos expurgos stalinistas; no final, no entanto, ele se surpreenderá ao descobrir que até mesmo o mais obscuro stalinismo abriga uma dimensão redentora”; pelo capítulo 4, “A melancolia e o ato”, “em que o leitor se surpreenderá ao descobrir que quem não é melancólico, ou não concorda que somos lançados em um universo contingente finito, pode hoje ser suspeito de ‘totalitarismo’”; e, por fim, pelo capítulo 5, “Os estudos culturais são realmente totalitários?”, “em que o leitor testemunhará a luta feroz na academia contemporânea entre os estudos culturais e seus oponentes da terceira cultura, que acusam os partidários dos estudos culturais de ter uma mentalidade ‘totalitaria"’. Esta edição conta ainda com um último ensaio que identifica as atuais formas do “espectro do totalitarismo” na contemporaneidade: os chamados “ditadores loucos” do Terceiro Mundo, a nova direita populista e o que chama de “o Big Brother digital”, para dar conta dos fenômenos de vigilância em massa, privacidade e liberdade no mundo virtual. Trechos do livro "Hoje, a referência à ameaça `totalitarista` sustenta um tipo de Denkverbot (proibição ao pensamento) tácito, algo semelhante ao infame Berufsverbot (proibição de ser empregado por qualquer instituição estatal) do fim da década de 1960 na Alemanha – se o sujeito demonstra uma mínima inclinação a se envolver em projetos políticos que visam desafiar seriamente a ordem existente, a resposta imediata é: `Por mais benévolo que seja, isso vai levar necessariamente a um novo gulag!`. O `retorno à ética` na filosofia política atual explora vergonhosamente os horrores do gulag ou do Holocausto como espectro definitivo para nos fazer renunciar a qualquer engajamento radical sério. Desse modo, os salafrários liberais conformistas podem encontrar uma satisfação hipócrita na defesa da ordem existente: eles sabem que existe corrupção, exploração etc., mas cada tentativa de mudar as coisas é considerada eticamente perigosa e inaceitável, porque ressuscita o fantasma do `totalitarismo`." "Talvez possamos concluir com um modesto argumento marxista: como a rede digital afeta a todos nós – como já é a rede que regula nossa vida diária, até mesmo em seus aspectos mais comuns, como o fornecimento de água –, ela deveria ser socializada de uma forma ou de outra. De fato, a digitalização da nossa vida diária possibilita um controle à maneira de um Big Brother, em comparação com o qual a antiga inspeção da polícia secreta comunista só pode parecer brincadeira de criança. Aqui, no entanto, mais do que nunca, devemos insistir em que a resposta apropriada para essa ameaça não é o recuo para ilhas de privacidade, mas uma socialização ainda mais intensa do ciberespaço. Devemos concentrar a força visionária de discernir o poder emancipatório no ciberespaço naquilo que hoje (mal) interpretamos como ameaça `totalitária`." Sobre o autor Slavoj Žižek nasceu em 1949 na cidade de Liubliana, Eslovênia. É filósofo, psicanalista e um dos principais teóricos contemporâneos. Transita por diversas áreas do conhecimento e, sob influência principalmente de Karl Marx e Jacques Lacan, efetua uma inovadora crítica cultural e política da pós-modernidade. Professor da European Graduate School e do Instituto de Sociologia da Universidade de Liubliana, Žižek preside a Society for Theoretical Psychoanalysis, de Liubliana, e é diretor internacional do Instituto de Humanidades da Universidade Birkbeck de Londres. Alguém disse totalitarismo? é o seu décimo livro traduzido pela Boitempo. Dele, a editora também publicou Bem vindo ao deserto do Real!, em 2003, Às portas da revolução: escritos de Lenin de 1917, em 2005, A visão em paralaxe, em 2008, Lacrimae Rerum, em 2009, Em defesa das causas perdidas e Primeiro como tragédia, depois como farsa, em 2011 e Vivendo no fim dos tempos, O ano em que sonhamos perigosamente, em 2012 e Menos que nada: Hegel e a sombra do materialismo dialético em 2013.


Compare

Em Alguém disse totalitarismo? Cinco intervenções no (mau) uso de uma noção, Slavoj Žižek enfrenta o famigerado e pouco palatável tema do totalitarismo. Evitando ao mesmo tempo o polemismo barato e o detalhamento repetitivo, o filósofo esloveno envolve sua análise nos mais candentes impasses ideológicos do presente. Ao invés de apresentar uma crítica política das estrutura Em Alguém disse totalitarismo? Cinco intervenções no (mau) uso de uma noção, Slavoj Žižek enfrenta o famigerado e pouco palatável tema do totalitarismo. Evitando ao mesmo tempo o polemismo barato e o detalhamento repetitivo, o filósofo esloveno envolve sua análise nos mais candentes impasses ideológicos do presente. Ao invés de apresentar uma crítica política das estruturas de exceção que constituem a administração totalitária, Žižek defende que a própria noção de “totalitarismo”, longe de ser um conceito teórico efetivo, é essencialmente um tapa buraco: “em vez de possibilitar nosso pensamento, forçando-nos a adquirir uma nova visão sobre a realidade histórica que ela descreve, ela nos desobriga de pensar, ou nos impede ativamente de pensar”. A fim de explicar seu raciocínio, ele provoca: "Na embalagem do chá verde Celestial Seasonings há uma breve explicação de seus benefícios: `O chá verde é uma fonte natural de antioxidantes que neutralizam os radicais livres, moléculas nocivas ao nosso corpo. Controlando os radicais livres, os antioxidantes ajudam o corpo a manter a saúde`. Mutatis mutandis, a noção de totalitarismo não é um dos principais antioxidantes ideológicos, cuja função durante toda sua existência foi controlar os radicais livres e, assim, ajudar o corpo social a manter sua saúde político-ideológica?". Aqui o filósofo não teme afirmar que os principais setores intelectuais, tanto à direita quanto à esquerda, se situam em campos ideológicos idênticos. "Em toda a sua existência, o `totalitarismo` foi uma noção ideológica que amparou a complexa operação de `controle dos radicais livres`, de garantia da hegemonia liberal-democrática, rejeitando a crítica de esquerda de que a democracia liberal seria o anverso, a `irmã gêmea` da ditadura fascista de direita. E é inútil tentar salvar o `totalitarismo` dividindo-o em subcategorias (enfatizando a diferença entre a variedade fascista e a comunista): no momento em que aceitamos a noção de `totalitarismo`, entramos firmemente no horizonte liberal-democrático”. A fusão explosiva entre psicanálise lacaniana, crítica da economia política marxista e filosofia hegeliana se volta para solapar o consenso liberal-democrático que gera a designação de totalitarismo. Para Žižek, é preciso ter a ousadia inicial de quebrar sem temor esses tabus liberais: “E daí se formos acusados de ‘antidemocraticos’, ‘totalitarios’...”. Não se trata de salvar a experiência hitlerista ou a stalinista da sombra do totalitarismo – Žižek, aliás, é o primeiro a criticar as contradições do comunismo real –, mas sim de demonstrar como o termo diz mais sobre a própria ideologia neoliberal que a projeta. O “totalitarismo” é definido por Žižek em termos de quatro noções fundamentais: o Holocausto como o supremo Mal diabólico; o gulag stalinista como a suposta verdade por trás do projeto revolucionário socialista; fundamentalismos étnicos e religiosos, que devem ser combatidos através da tolerância multicultural; e a ideia desconstrucionista de que a derradeira raiz do totalitarismo é o fechamento ontológico do pensamento. À consciência liberal hegemônica basta um flerte com algum desses tabus “totalitários” para desqualificar qualquer crítica ao status quo. Os cinco ensaios que compõem o livro abordam o fenômeno do totalitarismo de forma lateral. Mobilizando um instrumental teórico interdisciplinar, unindo metafísica à cultura pop através dos mais variados temas de Hamlet, Dalai Lama, Steven Spielberg, Ghandi, economia política soviética, mito de Édipo, Shostakovich, islamismo, entre outras referências atuais, Žižek se esquiva do lugar-comum para apresentar uma provocativa crítica cultural de nosso tempo. O próprio filósofo abre cada “intervenção” com um resumo irônico, a começar pela introdução, “Sobre antioxidantes ideológicos”, “que, apresentando ao leitor impetuoso o conteúdo do livro, explica por que o totalitarismo é e foi, desde os primórdios, um tapa buraco”; seguida pelo capítulo 1, “O mito e suas vicissitudes”, “em que o leitor se surpreenderá ao descobrir que o mito é um fenômeno secundário que advém da comédia social; como bônus, o leitor também conhecerá o segredo do surgimento de uma bela mulher”; pelo capítulo 2, “Hitler ironista?”, “em que o leitor, além de descobrir o que se passava na mente de Hitler enquanto planejava e cometia seus crimes hediondos, descobrirá por que nós, hoje, demonstramos respeito às vitimas do Holocausto pela risada”; pelo capítulo 3, “Quando o partido comete suicídio”, “em que o leitor primeiro será iniciado nos segredos dos expurgos stalinistas; no final, no entanto, ele se surpreenderá ao descobrir que até mesmo o mais obscuro stalinismo abriga uma dimensão redentora”; pelo capítulo 4, “A melancolia e o ato”, “em que o leitor se surpreenderá ao descobrir que quem não é melancólico, ou não concorda que somos lançados em um universo contingente finito, pode hoje ser suspeito de ‘totalitarismo’”; e, por fim, pelo capítulo 5, “Os estudos culturais são realmente totalitários?”, “em que o leitor testemunhará a luta feroz na academia contemporânea entre os estudos culturais e seus oponentes da terceira cultura, que acusam os partidários dos estudos culturais de ter uma mentalidade ‘totalitaria"’. Esta edição conta ainda com um último ensaio que identifica as atuais formas do “espectro do totalitarismo” na contemporaneidade: os chamados “ditadores loucos” do Terceiro Mundo, a nova direita populista e o que chama de “o Big Brother digital”, para dar conta dos fenômenos de vigilância em massa, privacidade e liberdade no mundo virtual. Trechos do livro "Hoje, a referência à ameaça `totalitarista` sustenta um tipo de Denkverbot (proibição ao pensamento) tácito, algo semelhante ao infame Berufsverbot (proibição de ser empregado por qualquer instituição estatal) do fim da década de 1960 na Alemanha – se o sujeito demonstra uma mínima inclinação a se envolver em projetos políticos que visam desafiar seriamente a ordem existente, a resposta imediata é: `Por mais benévolo que seja, isso vai levar necessariamente a um novo gulag!`. O `retorno à ética` na filosofia política atual explora vergonhosamente os horrores do gulag ou do Holocausto como espectro definitivo para nos fazer renunciar a qualquer engajamento radical sério. Desse modo, os salafrários liberais conformistas podem encontrar uma satisfação hipócrita na defesa da ordem existente: eles sabem que existe corrupção, exploração etc., mas cada tentativa de mudar as coisas é considerada eticamente perigosa e inaceitável, porque ressuscita o fantasma do `totalitarismo`." "Talvez possamos concluir com um modesto argumento marxista: como a rede digital afeta a todos nós – como já é a rede que regula nossa vida diária, até mesmo em seus aspectos mais comuns, como o fornecimento de água –, ela deveria ser socializada de uma forma ou de outra. De fato, a digitalização da nossa vida diária possibilita um controle à maneira de um Big Brother, em comparação com o qual a antiga inspeção da polícia secreta comunista só pode parecer brincadeira de criança. Aqui, no entanto, mais do que nunca, devemos insistir em que a resposta apropriada para essa ameaça não é o recuo para ilhas de privacidade, mas uma socialização ainda mais intensa do ciberespaço. Devemos concentrar a força visionária de discernir o poder emancipatório no ciberespaço naquilo que hoje (mal) interpretamos como ameaça `totalitária`." Sobre o autor Slavoj Žižek nasceu em 1949 na cidade de Liubliana, Eslovênia. É filósofo, psicanalista e um dos principais teóricos contemporâneos. Transita por diversas áreas do conhecimento e, sob influência principalmente de Karl Marx e Jacques Lacan, efetua uma inovadora crítica cultural e política da pós-modernidade. Professor da European Graduate School e do Instituto de Sociologia da Universidade de Liubliana, Žižek preside a Society for Theoretical Psychoanalysis, de Liubliana, e é diretor internacional do Instituto de Humanidades da Universidade Birkbeck de Londres. Alguém disse totalitarismo? é o seu décimo livro traduzido pela Boitempo. Dele, a editora também publicou Bem vindo ao deserto do Real!, em 2003, Às portas da revolução: escritos de Lenin de 1917, em 2005, A visão em paralaxe, em 2008, Lacrimae Rerum, em 2009, Em defesa das causas perdidas e Primeiro como tragédia, depois como farsa, em 2011 e Vivendo no fim dos tempos, O ano em que sonhamos perigosamente, em 2012 e Menos que nada: Hegel e a sombra do materialismo dialético em 2013.

30 review for Alguém disse totalitarismo? Cinco intervenções no (mau) uso de uma noção

  1. 5 out of 5

    Buck

    Since this review is bound to get political sooner or later, I’d better put my ideological cards on the table. I happen to be one of those deluded souls whom Slavoj Žižek dismisses as ‘conformist liberal scoundrels’ (though personally I’ve always self-identified as a ‘capitalist running dog’). I’m rather attached to that ‘existing order’ which Žižek and his comrades, in their revolutionary ardour, are so eager to pull down. I like Starbucks, YouPorn and human rights. I have remarkably few proble Since this review is bound to get political sooner or later, I’d better put my ideological cards on the table. I happen to be one of those deluded souls whom Slavoj Žižek dismisses as ‘conformist liberal scoundrels’ (though personally I’ve always self-identified as a ‘capitalist running dog’). I’m rather attached to that ‘existing order’ which Žižek and his comrades, in their revolutionary ardour, are so eager to pull down. I like Starbucks, YouPorn and human rights. I have remarkably few problems with ‘hegemony’, ‘binary oppositions’ and ‘Western-style democracy’. On the other hand, I’m lukewarm on lecture-hall radicals of the Marxist persuasion, but as long as they’re willing to stay behind the gilded bars of their academic zoos—and it’s funny how many of them are willing—I say live and let live. In short, I’m Žižek’s opposite in just about every way: a bumbling and reactionary Jerry Lewis to his philosophically debonair Dean Martin. So I should have hated Did Somebody Say Totalitarianism?, and the fact that I almost enjoyed it at times—when it wasn’t being a massive pain in the balls with its critical-theory gobbledygook—is either a testament to my tolerance or a sign that Žižek’s finally losing his edge. In fact, I’d say it’s the latter. If anything, I was disappointed by how coy and inoffensive this book is. There I was, all set to be outraged by the wild and crazy Slovene, and what did I get? A lot of upmarket philosophizing, harmless in itself, and a bit of tacked-on political posturing, as vague as it is portentous. I’ve concluded that Did Somebody Say Totalitarianism? is an elaborate intellectual prick tease: it starts off alluring and provocative, but somewhere between first and second base it suddenly remembers its boyfriend and is all like, “Wait. Stop. Can we talk about this?” (Too detailed?) To be sure, the thesis enunciated in the opening pages is pretty heady stuff: The ‘return to ethics’ in today’s political philosophy shamefully exploits the horrors of Gulag or Holocaust as the ultimate bogey for blackmailing us into renouncing all serious radical engagement…Every attempt to change things is denounced as ethically dangerous and unacceptable, resuscitating the ghost of ‘totalitarianism’. See, that’s an interesting idea. Even though I probably would have ended up disagreeing with it, I was curious to watch Žižek run with it. But he never does. Of the five chapters or ‘interventions’, only two deal directly with totalitarianism, and even those are mostly concerned with proving that Stalinism and the Holocaust were, like, really, really bad—which I sort of already knew. The rest of the time, you have Žižek being Žižek: stroking Lacan’s phallus, plumbing bad movies for profound allegories (‘John Woo as a critic of Levinas’), and looking everywhere for new paradoxes with which to astound cultural studies undergrads. The guy talks a good game; he makes threatening noises about the need for a truly ‘emancipatory’ politics and throws the word ‘radical’ around a lot, but nowhere does he specify the political goals he has in mind. On this point, Žižek is notably (prudently?) silent. Seeing how scathing he is about the timid incrementalism of mainstream leftists, it’s a safe bet he’s after something much bolder and sexier than a school-lunch program—revolution, in other words. But by what means? To what end? How many broken eggs does his omelette recipe call for? He simply won’t tell us. I realize these are crude and insufficiently theoretical questions, but revolutions themselves tend to be crude and insufficiently theoretical affairs: hence all those ‘conformist liberal scoundrels’ hanging from lampposts. The few times he drops the Lacanian bafflegab and gets explict, the results are frankly embarrassing, as when he fantasizes aloud about the virile charms of Hugo Chavez, the Venezuelan strongman: He is authoritarian…but one has to take this risk, in so far as traditional liberal democracy is unable to articulate a certain kind of radical popular demand…Often, one does need a Leader in order to be able to ‘do the impossible.’ The authentic Leader is literally the One who enables me actually to choose myself – subordination to him is the highest act of freedom. That’s it? That’s the best he can do? Hugo Chavez as a pink Il Duce? I’d be creeped out if I weren’t so busy laughing my ass off.

  2. 4 out of 5

    Martin

    This being my first Žižek book, I fully expected to be reading about what he told me he would be writing about. Oh, how, one book later, I now know I was so wrong. At more than one point in the book I stopped and wondered to myself why in the world he's talking about this, and flipped back to the chapter subtitle to see if it had anything to do with what he ostensibly introduced, only to find out I had no idea why. I went into this book thinking it would be more focused on the political aspects This being my first Žižek book, I fully expected to be reading about what he told me he would be writing about. Oh, how, one book later, I now know I was so wrong. At more than one point in the book I stopped and wondered to myself why in the world he's talking about this, and flipped back to the chapter subtitle to see if it had anything to do with what he ostensibly introduced, only to find out I had no idea why. I went into this book thinking it would be more focused on the political aspects of totalitarianism, but I suppose because it's Žižek, he took it in a very psychoanalytic turn. In a way, I do quite like his style. Often I find myself getting bored at non-fiction writers because they seem to repeat the same points, but Žižek surely cannot be accused of that. The seemingly aimless rambling is actually all linked, and often near the end of a chapter one understands why he spent all that time talking about other things before it. Things flow into each other and eventually serve to illustrate the point he's making (not always about totalitarianism).

  3. 4 out of 5

    Khashayar Mohammadi

    I love Žižek , but he has serious problems sticking to the point. I love his persona, on stage or off stage, I love his anecdotes and charming sophistry, but I just wish his books were a bit more coherent. I adore this book, I loved reading it and will probably read it again, but the flow of his work is always like a sine curve: it oscillates in and out of relevant content.

  4. 4 out of 5

    Peter Harrison

    This book is certainly a stimulating read. In Zizek's typical style he introduces the book as a meditation on the use of the phrase totalitarianism. What Zizek then serves up is rambling discussion around the subject, drawing on his wide academic interest, ranging from psychoanalysis to dialectical materialism and modern cultural studies. But for all that, he does make you think. The section on the holocaust challenges the reader to reflect on whether there truly is a simple explanation, and what This book is certainly a stimulating read. In Zizek's typical style he introduces the book as a meditation on the use of the phrase totalitarianism. What Zizek then serves up is rambling discussion around the subject, drawing on his wide academic interest, ranging from psychoanalysis to dialectical materialism and modern cultural studies. But for all that, he does make you think. The section on the holocaust challenges the reader to reflect on whether there truly is a simple explanation, and what a complex one might actually mean. This is countered by an analysis of the purges and show trials of the Stalinist USSR based in psychoanalysis and what this means for the nature of the Soviet state. In the later segments of the book, Zizek's style does become slightly more rambling and intellectual, and harder for the non-academic to follow. But it remains worth persevering with. Zizek finishes by discussing the "third way" and the rise of the surveillance society. With just a veneer of liberalism, the restriction of valid political debate around the centre ground and the use of a far-right "other" to assert democratic credentials despite the lack of choice means that we are increasing willing to see radical solutions outside this "anti-totalitarian" liberal consensus. I have written about this before and it remains a persuasive argument. Backed by a rallying cry to take charge of the opportunities offered by new technology to drive a progressive agenda, Zizek finishes in style.

  5. 4 out of 5

    James

    Zizek takes on some interesting topics in extremely vivid and lucid prose. Particularly interesting are his analyses of the Stalinist Bolshevik Purges and his Lacanian-employed attacks on Neo-Darwinians (and among my favorite authors) Richard Dawkins and Daniel Dennett.

  6. 4 out of 5

    Will

    If I had to recommend a Zizek book to someone, this is the one I'd pick. Relatively accessible and focused on an interesting subject. Skip the extras at the end of the latest edition. If I had to recommend a Zizek book to someone, this is the one I'd pick. Relatively accessible and focused on an interesting subject. Skip the extras at the end of the latest edition.

  7. 4 out of 5

    Tyler

    I’m not sure if I learned anything by reading this book, but Zizek is an entertaining writer just the same. From the title I expected a discussion of the many uses of the term totalitarianism, but the author eschews this approach. What the book attempts is a psychoanalysis of the concept. We know in Orwellian terms, for example, what happened at the Stalin show trials. Zizek goes beyond that in order to explore the underlying psychology. What did the trials mean for the participants? What purpos I’m not sure if I learned anything by reading this book, but Zizek is an entertaining writer just the same. From the title I expected a discussion of the many uses of the term totalitarianism, but the author eschews this approach. What the book attempts is a psychoanalysis of the concept. We know in Orwellian terms, for example, what happened at the Stalin show trials. Zizek goes beyond that in order to explore the underlying psychology. What did the trials mean for the participants? What purpose did they serve to the psyche? Was 1937 an act of collective suicide by the Party? Totalitarian states, Zizek says, condone moral bankruptcy, so the true believers are the real danger. Such states, or states of affairs, require cynicism. The author goes beyond the State to unearth strands of totalitarian thought in current social and political life, and in unexpected places. He does not answer the question this leads to: Can we properly describe our current situation as in some way totalitarian? Perhaps the question is too broad, but clearly Zizek wants to throw light on the present, not the past. My criticism of his approach centers around his love affair with Lacanian psychoanalysis as a tool for his investigations. Whatever its merits, this method adds a layer of jargon the book could do without. The author seems to be writing, at times, for an intellectual elite, and the text seems intended to beguile their vanity. The philosophical problem, of course, is that the lack of objectivity in psychoanalysis undermines the author's insinuations. His lines of thought could have been set in a more rational cement. Regardless, Zizek raises interesting points. Does melodrama result from excessive knowledge; and does putting dignity back into human existence then redeem life as tragedy? Does real democracy come only as an unforeseen outburst of ethical responsibility? Do acts stem from existing ethical reality or do they create it anew each time they occur? Is the celebration of diversity a mask for totalitarian thought? Do cultural studies actually vouchsafe patterns of global domination? Has work, as actual labor, become obscene? Are some sex acts spectacles for imaginary observers whose purpose is to validate the existence of the person performing those acts? The jargon slows this book down, but for those willing to plow through it, I recommend a highlighter to capture the many thoughts such as these that pop up. Maybe I did learn something after all.

  8. 4 out of 5

    Andrew

    It's a bit of a task trying to draw out the theme of totalitarianism from this book. If you've read Zizek you'll know it's hard to draw out any theme from his books. Much as I like him, he has a tendency to just repeat himself over and over again in every text--even in ways that don't seem linked to an argument. Nonetheless, even if there seem to be tangents, they're insightful and entertaining ones at least. The final chapter was very on topic and sees Zizek almost at his most ferocious. It's a bit of a task trying to draw out the theme of totalitarianism from this book. If you've read Zizek you'll know it's hard to draw out any theme from his books. Much as I like him, he has a tendency to just repeat himself over and over again in every text--even in ways that don't seem linked to an argument. Nonetheless, even if there seem to be tangents, they're insightful and entertaining ones at least. The final chapter was very on topic and sees Zizek almost at his most ferocious.

  9. 5 out of 5

    Karlo Mikhail

    Meanders a lot, which is typical of Zizek. But has some gems of insights against the now waning liberal democratic and postmodern left doxa equating radical collective movements with totalitarianism.

  10. 5 out of 5

    Josh

    Here Zizek engages in a rambling series of meditations on the bourgeois-centrist disarmament of the radical left through accusations of totalitarianism. The charge seems so fallacious at first blush to a radical leftist like myself that I was not immediately compelled, but Zizek certainly has incisive insights and confident control of his bibliography. Unfortunately I am so unfamiliar with most of the source material that he dissects so precisely that I found myself restless and distracted when Here Zizek engages in a rambling series of meditations on the bourgeois-centrist disarmament of the radical left through accusations of totalitarianism. The charge seems so fallacious at first blush to a radical leftist like myself that I was not immediately compelled, but Zizek certainly has incisive insights and confident control of his bibliography. Unfortunately I am so unfamiliar with most of the source material that he dissects so precisely that I found myself restless and distracted when reading this book. I enjoy Zizek's tendency to eradicate the distance between the academic/high-concept and popular/vulgar but his deep investment in both Lacan (or Lacanism) and philoso-speak obfuscate his ostensibly radical purpose. I may return to this work someday after becoming more read in the source material and will perhaps have a warmer appraisal of it.

  11. 4 out of 5

    Josh

    I could have done without all of the theoretical jargon. All of the Lacanian terminology and references were difficult to understand as someone who is unfamiliar with Lacan's work. I also wish there was more of an explicit thematic thread connecting his smaller points to the main argument of each chapter. Instead, it felt as if he was jumping around a lot. I could have done without all of the theoretical jargon. All of the Lacanian terminology and references were difficult to understand as someone who is unfamiliar with Lacan's work. I also wish there was more of an explicit thematic thread connecting his smaller points to the main argument of each chapter. Instead, it felt as if he was jumping around a lot.

  12. 4 out of 5

    Wasim Rahaman

    Most of the content of the book isn't really relevant to what the title/flap says but it's still an interesting read. I read this with a little knowledge of Freud and some Marx; it'd probably be easier to understand with a greater knowledge of Lacan, Marx, and Hegel, as well as maybe some others Žižek mentions frequently like Badiou and Derrida. Most of the content of the book isn't really relevant to what the title/flap says but it's still an interesting read. I read this with a little knowledge of Freud and some Marx; it'd probably be easier to understand with a greater knowledge of Lacan, Marx, and Hegel, as well as maybe some others Žižek mentions frequently like Badiou and Derrida.

  13. 4 out of 5

    Sean Lynch

    So damn thick. With jargon, Lacan, I cannot stand the inside-joke terminology. And yet... Zizek still makes you agree with him. This man is definitely the philosopher of the now, of the real. Too hard to get into though.

  14. 5 out of 5

    Cole

    An interesting look at the different ways the world can be totalized and thinking through the positive and negative consequences of such mental actions. Steeped in critical theory (which I'm a little rusty with), Freud, and Marx, it can be a challenging, but nonetheless engaging read. An interesting look at the different ways the world can be totalized and thinking through the positive and negative consequences of such mental actions. Steeped in critical theory (which I'm a little rusty with), Freud, and Marx, it can be a challenging, but nonetheless engaging read.

  15. 4 out of 5

    Gabriel

    Zizek has interesting to say and has a pretty entertaining style. The big problem is that there is no apparent through line for these essays = not enough focus. He also gets sometimes bogged down by technical passages that are difficult to grasp even for the informed layman that I am.

  16. 4 out of 5

    Josiah

    Žižek is enormous fun, like walking through a city with your insane friend who comments on that book you just saw in the window, the film advertised on a billboard, the sound of a song, all of it weaved together into philosophy. A remarkable ride.

  17. 4 out of 5

    Elliot Lorentz

    Kan äntligen säga att jag läst Žižek. Kan dock inte säga att jag förstår över hälften.

  18. 4 out of 5

    Abbie

    Well, it never does get around to the topic of its subtitle. But it does solve the problem of the Trinity, so that's something. Well, it never does get around to the topic of its subtitle. But it does solve the problem of the Trinity, so that's something.

  19. 5 out of 5

    M.moore

    I laughed a lot

  20. 5 out of 5

    alan hughs

    My only issue with the book is the emphasis on Freud. However, Slovoj's mind is brilliant and I plan to re-read sections of it at another time. My only issue with the book is the emphasis on Freud. However, Slovoj's mind is brilliant and I plan to re-read sections of it at another time.

  21. 5 out of 5

    Matt Klingebiel

    Zizek makes complex ideas easy to understand, however some parts of the book were a bit thick and didn't really seem relevant to the over all topic Zizek makes complex ideas easy to understand, however some parts of the book were a bit thick and didn't really seem relevant to the over all topic

  22. 5 out of 5

    Aditya Adhikari

    Zizek starts to get tiresome after you've read a few of his books. Still, I'll probably read a few more before I stop reading him. Zizek starts to get tiresome after you've read a few of his books. Still, I'll probably read a few more before I stop reading him.

  23. 4 out of 5

    'Izzat Radzi

    This works, that sort of lectures/supports of the one by Hannah Arendt does also include other iscussion, as zizek usually does.

  24. 4 out of 5

    Bernardo Kaiser

    This book's like that scene from The Simpsons where Nelson comes out from a screening of Naked Lunch and says "I can think of at least two things wrong in that title". This book's like that scene from The Simpsons where Nelson comes out from a screening of Naked Lunch and says "I can think of at least two things wrong in that title".

  25. 5 out of 5

    Henrique Valle

    o famoso "po massa, mas podia ter lido algo melhor" o famoso "po massa, mas podia ter lido algo melhor"

  26. 4 out of 5

    Aaron White

    A work of dense but readable philosophy, centered loosely around the theme of totalitarianism. Zizek brings his vast breadth of interest and knowledge to bear on the idea that the notion of totalitarianism is used now as trump card to stop radical thinking and to reinforce the true modern hegemony of liberal democratic capitalism. I will be honest and admit that sometimes – even often – I had a hard time understanding the connections Zizek was seeking to draw. He waxes beautifully and at length A work of dense but readable philosophy, centered loosely around the theme of totalitarianism. Zizek brings his vast breadth of interest and knowledge to bear on the idea that the notion of totalitarianism is used now as trump card to stop radical thinking and to reinforce the true modern hegemony of liberal democratic capitalism. I will be honest and admit that sometimes – even often – I had a hard time understanding the connections Zizek was seeking to draw. He waxes beautifully and at length on topics including Lacanian social theory; Marxist realities; the Holocaust; Stalinism and the gulag; the Bosnian-Serbian war; Antigone; deconstructionism; fundamentalism; reality television; and Nic Cage and John Travolta in the movie Face/Off. He also has a staggeringly perceptive and powerful section on Christianity and the atonement, which is better than many theology textbooks I have read. In the end he lands on technology and the invasion of privacy as possibly a greater threat of totalitarianism than the world has ever known. Yet even here suggests that we must not be ruled or manipulated by fear, or by the way the liberal-democratic hegemony seeks to limit thought through the specter of this totalitarianism. There are parts of this book that are extremely prescient for the Covid day and age.

  27. 4 out of 5

    Elena Lois

  28. 4 out of 5

    Štěpán

  29. 4 out of 5

    OSVALDO HUGO

  30. 4 out of 5

    Bookfreak

Add a review

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Loading...
We use cookies to give you the best online experience. By using our website you agree to our use of cookies in accordance with our cookie policy.