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Histórias da Terra e do Mar

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O mundo da infância foi assim, para Sophia, além do Porto e da Granja, das tradições nórdicas e da língua portuguesa, o caminho para um encontro aos doze anos com Homero e a luz mediterrânica, a nostalgia do «divino como convém ao real», tornado-a «uma mistura de Norte e Sul», uma mistura de Atlântico e Mediterrâneo, de um veio nórdico e de um veio helénico, que um mesmo s O mundo da infância foi assim, para Sophia, além do Porto e da Granja, das tradições nórdicas e da língua portuguesa, o caminho para um encontro aos doze anos com Homero e a luz mediterrânica, a nostalgia do «divino como convém ao real», tornado-a «uma mistura de Norte e Sul», uma mistura de Atlântico e Mediterrâneo, de um veio nórdico e de um veio helénico, que um mesmo sangue fez inseparáveis. Miguel Serras Pereira in «Jornal de Letras»


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O mundo da infância foi assim, para Sophia, além do Porto e da Granja, das tradições nórdicas e da língua portuguesa, o caminho para um encontro aos doze anos com Homero e a luz mediterrânica, a nostalgia do «divino como convém ao real», tornado-a «uma mistura de Norte e Sul», uma mistura de Atlântico e Mediterrâneo, de um veio nórdico e de um veio helénico, que um mesmo s O mundo da infância foi assim, para Sophia, além do Porto e da Granja, das tradições nórdicas e da língua portuguesa, o caminho para um encontro aos doze anos com Homero e a luz mediterrânica, a nostalgia do «divino como convém ao real», tornado-a «uma mistura de Norte e Sul», uma mistura de Atlântico e Mediterrâneo, de um veio nórdico e de um veio helénico, que um mesmo sangue fez inseparáveis. Miguel Serras Pereira in «Jornal de Letras»

30 review for Histórias da Terra e do Mar

  1. 5 out of 5

    crίѕтίŋα•●♥Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ♥●•

    • HISTÓRIA DA GATA BORRALHEIRA (1965) “É preciso não dar importância a este género de espelhos. São como as pessoas más, não dizem a verdade.” • O SILÊNCIO (1966) “O silêncio era agora maior. Era como uma flor que tivesse desabrochado inteiramente e alisasse todas as suas pétalas. E em roda desse silêncio os astros da noite exterior giravam lentamente e o seu movimento imperceptível tomava em si a ordem e o silêncio da casa. (...) Era ali o seu reino, ali na paz da contemplação noturna. Da ordem e d • HISTÓRIA DA GATA BORRALHEIRA (1965) “É preciso não dar importância a este género de espelhos. São como as pessoas más, não dizem a verdade.” • O SILÊNCIO (1966) “O silêncio era agora maior. Era como uma flor que tivesse desabrochado inteiramente e alisasse todas as suas pétalas. E em roda desse silêncio os astros da noite exterior giravam lentamente e o seu movimento imperceptível tomava em si a ordem e o silêncio da casa. (...) Era ali o seu reino, ali na paz da contemplação noturna. Da ordem e do silêncio do universo erguia-se uma infinita liberdade. Ela respirava essa liberdade que era a lei da sua vida, o alimento do seu ser.” • A CASA DO MAR (1970) “Para além das dunas a praia estende-se a todo o comprimento da costa e só o limite do olhar a limita. E, de norte a sul, ao longo das areia, correm três linhas escuras e grossas de alga, búzios e conchas, misturados com ouriços, pedaços de cortiça e pedaços de madeira que são restos de boias e de barco. Sobre a areia molhada que a maré cheia alisou o poisar das gaivotas deixa finas pegadas triangulares, semelhantes à escrita de um tempo antiquíssimo.” • SAGA (1972 - 1981) • VILA D’ARCOS (1972) “Há jardins imprevistos, mais subtis e complexos do que é imaginável, onde crescem altas magnólias, com grande flores brancas de pétalas profundas e largas, macias e espessas e onde a água de prata que irrompe da boca dos golfinhos de pedra cai nos pequenos tanques oitavados. Jardins de buxo, camélias e violetas perfumados de contemplação e paixão, de esquecimento e silêncio. Jardins descendente abandonados a uma solidão dançada pelas brisas, enquanto um longo sussurro de adeus acena de folha em folha nos ramos mais altos das árvores. Jardins onde reconhecemos que a vida é um sonho do qual jamais acordamos, um sonho onde irrompem aparições prodigiosas como o lírio, a águia e o inesquecido rosto amado com paixão, mas onde tudo se transforma em esquecimento, distância, impossibilidade e detrito. Jardins onde reconhecemos que a nossa condição é não saber. É não poder jamais encontrar a unidade. E encontrar a unidade seria acordar.”

  2. 4 out of 5

    Sofia

    Gostei bastante dos dois primeiros contos ("História da Gata Borralheira" e "Silêncio" - 5*) e menos dos restantes (3*). Gostei bastante dos dois primeiros contos ("História da Gata Borralheira" e "Silêncio" - 5*) e menos dos restantes (3*).

  3. 4 out of 5

    Daniel

    Há muitos anos li sobre uma casa na praia, uma casa branca com janelas de madeira. Uma casa que existia por si mesma, e que pulsava com as ondas na quietude das dunas e da maresia que a envolviam. Esqueci-me de onde tinha lido a casa, que várias vezes me surgia em pensamento. Mais tarde, ao ler a poesia de Sophia, senti-me transportado para a dimensão daquela casa que existia à parte do tempo, e soube que tinha de ser de Sophia. Foi com alegria que hoje encontrei "A Casa do Mar" nestas Histórias Há muitos anos li sobre uma casa na praia, uma casa branca com janelas de madeira. Uma casa que existia por si mesma, e que pulsava com as ondas na quietude das dunas e da maresia que a envolviam. Esqueci-me de onde tinha lido a casa, que várias vezes me surgia em pensamento. Mais tarde, ao ler a poesia de Sophia, senti-me transportado para a dimensão daquela casa que existia à parte do tempo, e soube que tinha de ser de Sophia. Foi com alegria que hoje encontrei "A Casa do Mar" nestas Histórias da Terra e do Mar. Na verdade, são de Sophia as imagens que mais vivas trago da infância como parte de mim. Será gratidão o que sinto...?

  4. 4 out of 5

    Rosa Ramôa

    Cinco contos: "História da Gata Borralheira","O Silêncio", "A Casa do Mar", "Saga" e "Vila d'Arcos"... Cinco contos: "História da Gata Borralheira","O Silêncio", "A Casa do Mar", "Saga" e "Vila d'Arcos"...

  5. 5 out of 5

    carpe librorum :)

    Uma encantadora história alternativa da Cinderela; um conto perturbador sobre a forma como o silêncio molda o espaço; a descrição de uma casa à beira mar com imensa personalidade; uma saga dos mares do norte, onde esperei até ao final pelo regresso à ilha; outra descrição, desta vez de uma vila que dá vontade de conhecer, e tal como a casa da praia, tem alma que lhe é dada por quem observa e se expressa assim, com tanta poesia. Apesar de ter encontrado esta obra na prateleira juvenil, são contos Uma encantadora história alternativa da Cinderela; um conto perturbador sobre a forma como o silêncio molda o espaço; a descrição de uma casa à beira mar com imensa personalidade; uma saga dos mares do norte, onde esperei até ao final pelo regresso à ilha; outra descrição, desta vez de uma vila que dá vontade de conhecer, e tal como a casa da praia, tem alma que lhe é dada por quem observa e se expressa assim, com tanta poesia. Apesar de ter encontrado esta obra na prateleira juvenil, são contos bastante adultos, trabalhados em profundidade, escritos com uma maturidade e sensibilidade muito próprias.

  6. 4 out of 5

    Miss X

    Esta Casa do Mar de Sophia também é minha. Habito nela como na minha raiz. A cada temporal que a fustigue, a cada dia quente que a queime de sol, tal como Sophia o mar é o caminho para a minha casa. Sempre. ......................... Eu sei que este conto se intitula O Silêncio, mas para mim é um grito. Talvez mudo, talvez estridente, ainda assim todo ele um grito aprisionado de revolta. O Grito de Edvard Munch pintado, O Grito de Rodin esculpido em palavras, num som contínuo de puro silêncio. ........ Esta Casa do Mar de Sophia também é minha. Habito nela como na minha raiz. A cada temporal que a fustigue, a cada dia quente que a queime de sol, tal como Sophia o mar é o caminho para a minha casa. Sempre. ......................... Eu sei que este conto se intitula O Silêncio, mas para mim é um grito. Talvez mudo, talvez estridente, ainda assim todo ele um grito aprisionado de revolta. O Grito de Edvard Munch pintado, O Grito de Rodin esculpido em palavras, num som contínuo de puro silêncio. ........................ Este pequeno conto foi uma delícia da minha infância que acabei de ler. Muito diferente do conto tradicional, este conto tem lições distintas: é um conto de escolhas com as quais tem de se viver, é um conto de perda e ausência, de humilhação e inveja, em que o mundo tem sempre um preço, cabendo ao ser humano decidir se está disposto a pagar por ele.

  7. 4 out of 5

    Sandra

    Reli este fim-de-semana, Sophia é a escritora do nosso Grupo de Leitores esta semana. Eu e a minha irmã lemos este volume a pares, na infância-adolescência, tal como fizemos com outros contos de Sophia. Nesta colectânea de contos escritos entre 1965 e 1981, mas publicados somente em 1984, encontramos a medida de Sophia. Este medida não é de fácil descrição pelas palavras de outrém, mas só pelas de Sophia. A poesia está em todos os detalhes, desde a casa nua da praia, à maçã da fruteira, até ao gr Reli este fim-de-semana, Sophia é a escritora do nosso Grupo de Leitores esta semana. Eu e a minha irmã lemos este volume a pares, na infância-adolescência, tal como fizemos com outros contos de Sophia. Nesta colectânea de contos escritos entre 1965 e 1981, mas publicados somente em 1984, encontramos a medida de Sophia. Este medida não é de fácil descrição pelas palavras de outrém, mas só pelas de Sophia. A poesia está em todos os detalhes, desde a casa nua da praia, à maçã da fruteira, até ao grito que torna o mundo estrangeiro, ao avô Hans e a possibilidade latente sempre em mudança na sua concretização (a mais bela homenagem a um avô que já li), até ao preço de pactuar com o mundo que aprisiona a nossa alma. "Havia um grande sossego. Tudo estava arrumado e o dia pronto.". P. 48.

  8. 5 out of 5

    Ferran Benito

    Me sorprende que fuera de Portugal apenas se conozca a Sophia de Mello Breyner Andresen. Entre los portugueses es, con justicia, una escritora y poeta muy querida, e incluso sus frases salpican diversos puntos de la ciudad de Lisboa en forma de pequeños homenajes a su persona. Pero más allá de las fronteras lusas el nombre de Sophia de Mello es como mucho anecdótico. Y no deja de resultar llamativo, porque se trata de una autora enorme, maravillosamente expresiva e imaginativa: y en este sentido Me sorprende que fuera de Portugal apenas se conozca a Sophia de Mello Breyner Andresen. Entre los portugueses es, con justicia, una escritora y poeta muy querida, e incluso sus frases salpican diversos puntos de la ciudad de Lisboa en forma de pequeños homenajes a su persona. Pero más allá de las fronteras lusas el nombre de Sophia de Mello es como mucho anecdótico. Y no deja de resultar llamativo, porque se trata de una autora enorme, maravillosamente expresiva e imaginativa: y en este sentido, me lleva a preguntarme cuánto sabemos (cuanto sé) de literatura inglesa, francesa, alemana... y cuán pocos autores portugueses conocemos, a pesar incluso de la cercanía física e histórica entre España y Portugal. Aceptamos con demasiada facilidad que la literatura portuguesa se agota en Pessoa, de Queirós, Saramago y Lobo Antunes. Histórias da terra e do mar recoge cinco narraciones breves. La primera, "História da Gata Borralheira", es una brillante relectura (ya como su título en portugués indica) del cuento de la Cenicienta. Los topoi del cuento clásico (el espejo, el zapato, la fiesta, la transformación) permanecen, pero son reordenados y recreados de tal manera que la historia parece proyectar su revés en el espejo y alcanzar un significado nuevo. "Silencio" es una muy breve historia que, con apenas unos pocos elementos y con una prosa depurada, crea y da vida a un universo dual donde ninguna luz queda sin su sombra, y en la cual algo tan circumstancial como el eco de un lloro es capaz de tumbar por el suelo todas las seguridades de una vida en principio bien ordenada. "A casa do mar" describe una casa en la playa, probablemente la suya propia. Lo más remarcable de esta narración es cómo la autora consigue, sin necesidad de recorrer a una historia, sino únicamente mediante la conjunción de metáforas y evocaciones, dar vida e incluso una carga emocional significativa a un espacio de por sí neutro. "Saga" es la historia de un joven danés que sueña con ser marinero, anhelo que lo lleva, contra las indicaciones de su padre, a enrolarse en un barco como grumete. Sus vivencias a bordo de navíos alrededor del mundo y su posterior renuncia al sueño de juventud y a la pasión que lo animaba es una bella parábola de los sacrificios y a las propias renuncias de las cuales ninguno de nosotros está exento. Para quien no conozca Sophia de Mello (como yo mismo no la conocía), este libro es una hermosa puerta a su obra. Para quien, por el contrario, ya esté familiarizado con ella, será una buena ocasión para descubrir nuevos recovecos literarios de la mano de esta autora llena de talento y de sensibilidad poética.

  9. 5 out of 5

    David Pimenta

    Comprei este livro como prenda de Natal a uma pessoa muito especial e pedi-lhe emprestado para explorar um pouco a Sophia de Mello Breyner Andresen. E um mês depois saiu a notícia desta escritora ir para o Panteão Nacional, depois da tão comentada morte do Eusébio nos meios de comunicação social. Histórias da Terra e do Mar é um dos poucos livros de contos lançados por esta escritora e digamos que alguns dos contos não o são, da maneira tradicional que todos conhecem a estrutura de um conto. Comprei este livro como prenda de Natal a uma pessoa muito especial e pedi-lhe emprestado para explorar um pouco a Sophia de Mello Breyner Andresen. E um mês depois saiu a notícia desta escritora ir para o Panteão Nacional, depois da tão comentada morte do Eusébio nos meios de comunicação social. Histórias da Terra e do Mar é um dos poucos livros de contos lançados por esta escritora e digamos que alguns dos contos não o são, da maneira tradicional que todos conhecem a estrutura de um conto. Sophia de Mello Breyner Andresen é uma das mais conhecidas escritoras de poesia do século XX e foi a primeira mulher a receber o prémio Camões, em 1999 se não me engano, e foi também um dos motivos que me levou a querer explorar um pouco mais da sua prosa. Quando tiver mais maturidade e preparação lerei um dos seus livros de poesia. Sinto que neste momento não tenho paciência nem gosto para ler esse género literário. Histórias da Terra e do Mar , tal como o título indica, têm força na terra e no mar. Estão reunidos cinco contos: A História da Gata Borralheira, O Silêncio, A Casa do Mar, Saga e Vila d'Arcos. Unicamente a História da Gata Borralheira e a Saga estão estruturados como contos tradicionais, com um princípio, meio e fim. Poderia dizer que também o Silêncio está estruturado dessa forma mas, para mim, não pode ser colocado ao lado dos contos tradicionais, tal como os conhecemos. A História da Gata Borralheira conta a vida de Lúcia, uma Cinderela bem diferente da imagem divulgada pela Disney. Depois de ser humilhada num primeiro baile, com um vestido lilás no corpo e sapatos azuis em mau estado, Lúcia promete que vai regressar ao mesmo baile com sapatos de diamantes e o mais belo dos vestidos. Vemos que a escolha de um caminho de vingança não completa o ser humano e, na questão de transmitir uma mensagem, Sophia de Mello Breyner Andresen é um génio. Não admira que os seus livros infantis façam parte do programa de leitura, se não me engano também. A Saga conta a história de Hans, jovem que foge de casa para se tornar marinheiro e contrariando, assim, os desejos do pai. Apesar de fazer fortuna e ficar bem na vida, Hans nunca preenche o vazio por não voltar à ilha natal e por saber que o pai não o vai receber. Já todos os outros contos equivalem, para mim, a meras descrições. São entendidos e compreendidos se existir um bom conhecimento sobre a história de Sophia, falecida em 2004. 3/5

  10. 4 out of 5

    Ângela Serrão

    Li este livro quando andava no 8ºano e nunca mais peguei nele - no ano passado, reencontrei-o nas estantes e decidi entrar numa leitura mais nostálgica. E que nostalgia! Valeu a pena relê-lo. Penso que toda a gente sabe mais ou menos a estrutura deste livro pois é de leitura obrigatória na escola e,para quem não o leu na escola, de certeza que sabe os mínimos sobre ele. É um livro de contos que nada têm a ver uns com os outros e que, no entanto, têm 1 atmosfera parecida e contínua. Há alguns con Li este livro quando andava no 8ºano e nunca mais peguei nele - no ano passado, reencontrei-o nas estantes e decidi entrar numa leitura mais nostálgica. E que nostalgia! Valeu a pena relê-lo. Penso que toda a gente sabe mais ou menos a estrutura deste livro pois é de leitura obrigatória na escola e,para quem não o leu na escola, de certeza que sabe os mínimos sobre ele. É um livro de contos que nada têm a ver uns com os outros e que, no entanto, têm 1 atmosfera parecida e contínua. Há alguns contos que gostei mais do que outros mas são todos igualmente bons. A escrita de Sophia é incrível, um pouco mais desenvolvida que os contos infantis mas de português acessível; contudo, não é infantil nem primário. É algo que simplesmente adoro nesta autora - nunca me sinto deslocada nem fora da minha zona de conforto, Sophia faz-nos sentir em casa. Os contos que mais gostei foram os dedicados à descrição, especialmente de cenários. A descrição é rica mas térrea, sem grandes complexidades mas graciosa. Conseguimos imaginar tudo o que estamos a ler, é algo que valorizo imenso - é possível imaginar e entrar no seu mundo. Não preciso de dizer mais nada, pois não? ;-)

  11. 4 out of 5

    Sonia Gomes

    Just five short stories which transport you to a land where you can hear waves crashing, feel the sand between your toes, see the dunes and even smell the salt in the air. "História da Gata Borralheira" is a take on the story of Cinderella and the glass slipper, but unlike Cinderella this Gata Borralheira does not live happily ever, frankly who does. For every joy, for every new dress a price is extracted from her. Makes you wonder if all the riches were worth it. "O Silêncio" is heart breaking, y Just five short stories which transport you to a land where you can hear waves crashing, feel the sand between your toes, see the dunes and even smell the salt in the air. "História da Gata Borralheira" is a take on the story of Cinderella and the glass slipper, but unlike Cinderella this Gata Borralheira does not live happily ever, frankly who does. For every joy, for every new dress a price is extracted from her. Makes you wonder if all the riches were worth it. "O Silêncio" is heart breaking, you hear the scream much after it has died down. "A Casa do Mar" my favourite, here Sophia excels, there is no plot just the description of a house which opens all its corners,nooks and crannies. Reveals all its secrets for you. You live the story of the house. "Saga" the story of Hans and his burning desire to be a sailor, his triumph as well as his bitter loss. "Vila d'Arcos" narrates the story of a once palatial house now in disrepair but a house that still manages to keep its respect and its grandeur. Sophia the realist tells you that nothing in life comes for free. Sophia the lover of sea takes us to a world where you can feel the sea and all its power around you.

  12. 4 out of 5

    Diana

    Livro de contos demasiado descritivos. Fugindo muito ao género habitual da autora, o meu conto preferido e o que dá início ao livro justifica a avaliação que dei: "A História da Gata Borralheira", alternativo e um pouco forte, desvia-se na sua maioria do conto clássico e talvez não seja adequado para ser lido na infância. Mas óptimo para dar a conhecer uma versão moderna e não "happily ever after" do que todos conhecemos. Livro de contos demasiado descritivos. Fugindo muito ao género habitual da autora, o meu conto preferido e o que dá início ao livro justifica a avaliação que dei: "A História da Gata Borralheira", alternativo e um pouco forte, desvia-se na sua maioria do conto clássico e talvez não seja adequado para ser lido na infância. Mas óptimo para dar a conhecer uma versão moderna e não "happily ever after" do que todos conhecemos.

  13. 4 out of 5

    Abilio

    Histórias da Terra e do Mar é um livro escrito por Sophia de Mello Breyner Andresen em 1984. É composto por cinco contos -- "História da Gata Borralheira","O Silêncio", "A Casa do Mar", "Saga" e "Vila d'Arcos" -- que nos transportam para o universo da infância. Cada um deles tem uma harmonia própria que vive de alargadas descrições, de personagens encantadas e de metáforas expressivas Histórias da Terra e do Mar é um livro escrito por Sophia de Mello Breyner Andresen em 1984. É composto por cinco contos -- "História da Gata Borralheira","O Silêncio", "A Casa do Mar", "Saga" e "Vila d'Arcos" -- que nos transportam para o universo da infância. Cada um deles tem uma harmonia própria que vive de alargadas descrições, de personagens encantadas e de metáforas expressivas

  14. 5 out of 5

    João Duarte

    Como desenhar um círculo perfeito. História da Gata Borralheira "-Estas noites assim não a assustam? -Assustar? Porquê? -Tanto azul, tantos brilhos, brisas, perfumes, parecem a promessa de uma vida deslumbrada que é a nossa verdadeira vida. Mas, ao mesmo tempo, há nestas noites uma angústia especial - há no ar o pressentimento de que nos vamos despistar, nos vamos distrair, nos vamos enganar e não vamos nunca ser capazes de reconhecer e agarrar essa vida que é a nossa verdadeira vida." Saga "De súb Como desenhar um círculo perfeito. História da Gata Borralheira "-Estas noites assim não a assustam? -Assustar? Porquê? -Tanto azul, tantos brilhos, brisas, perfumes, parecem a promessa de uma vida deslumbrada que é a nossa verdadeira vida. Mas, ao mesmo tempo, há nestas noites uma angústia especial - há no ar o pressentimento de que nos vamos despistar, nos vamos distrair, nos vamos enganar e não vamos nunca ser capazes de reconhecer e agarrar essa vida que é a nossa verdadeira vida." Saga "De súbito, Hans não reconhecia o tempo. Como alguém que distraído deixa passar a hora em que devia comparecer em determinado jardim e se espanta de que seja já tão tarde, assim agora ele se espantava como se não tivesse à passagem reconhecido os dias e, por descuido, tivesse deixado passar os anos sem comparecer à sua própria vida. E não sabia bem como se atrasara, encalhado em hábitos, afazeres e demoras sem jamais surgir, assomar à proa do navio, no horizonte de Vig. Faltava algo que lhe era devido." "Há jardins imprevistos, mais subtis e complexos do que o imaginável, onde crescem altas magnólias, com grandes flores brancas de pétalas profundas e largas, macias e espessas e onde a água de prata que irrompe da boca dos golfinhos de pedra cai nos pequenos tanques oitavados. Jardins de buxo, camélias e violetas perfumados de contemplação e paixão, de esquecimento e silêncio. Jardins docemente abandonados a uma solidão dançada pelas brisas, enquanto um longo sussurro de adeus acena de folha em folha nos ramos mais altos das árvores. Jardins onde reconhecemos que a vida é um sonho do qual jamais acordamos, um sonho onde irrompem aparições prodigiosas como o lírio, a águia e o inesquecível rosto amado com paixão, mas onde tudo se transforma em esquecimento, distancia, impossibilidade e detrito. Jardins onde reconhecemos que a nossa condição é não saber. É não poder jamais encontrar a unidade. E encontrar a unidade seria acordar".

  15. 4 out of 5

    Gonçalo Ferreira

    Que bom é saborear a poesia que Sophia nos revela nestes cinco contos: -História da Gata Borralheira -O Silêncio -A Casa do Mar -Saga - Vila d'Arcos "Como uma rapariga descalça a noite caminhava leve e lenta sobre a relva do jardim." "Gritava como se quisesse atingir um ausente, acordar um adormecido, abalar uma consciência impassível e, alheada, tocar o coração de um morto." "Nas suas mãos, através da finura da pele e do azul das veias, o pensamento emerge." "No quarto o ambiente tornou-se sussurrado, c Que bom é saborear a poesia que Sophia nos revela nestes cinco contos: -História da Gata Borralheira -O Silêncio -A Casa do Mar -Saga - Vila d'Arcos "Como uma rapariga descalça a noite caminhava leve e lenta sobre a relva do jardim." "Gritava como se quisesse atingir um ausente, acordar um adormecido, abalar uma consciência impassível e, alheada, tocar o coração de um morto." "Nas suas mãos, através da finura da pele e do azul das veias, o pensamento emerge." "No quarto o ambiente tornou-se sussurrado, com luzes veladas e gestos silenciosos como se cada pessoa tivesse medo de quebrar qualquer fio." "É uma cidade antiga onde estagnada se desagrega e se dissolve lentamente uma vida desvivida gesto por gesto, sílaba por sílaba."

  16. 4 out of 5

    Filipe Nunes

    Um livro demasiado pequeno. Algumas das histórias não o são, sendo antes descrições vividas. Apesar disso, tenho de ler mais desta escritora extraordinária. A nota que dou recai mais sobre a edição e compilação que sobre a escrita.

  17. 5 out of 5

    Frederico Daniel

    Gostei bastante deste livro de contos, uns gostei mais do que outros. Os meus preferidos por ordem: A Casa do Mar. História da Gata Borralheira. O Silêncio. Vila D'Arcos. Saga. Gostei bastante deste livro de contos, uns gostei mais do que outros. Os meus preferidos por ordem: A Casa do Mar. História da Gata Borralheira. O Silêncio. Vila D'Arcos. Saga.

  18. 4 out of 5

    Madalena

    3.5

  19. 5 out of 5

    Inês Brito

    5 pequenas histórias, diferentes entre si. Gostei particularmente da 'Saga'. 5 pequenas histórias, diferentes entre si. Gostei particularmente da 'Saga'.

  20. 4 out of 5

    Ines Dias

    Releitura...Gostei muito do primeiro...embora seja triste mas os restantes são um pouco aborrecidos.

  21. 4 out of 5

    Daniela Ferreira

    3.5*

  22. 5 out of 5

    Colin

    Gostei das historias simples e os desenhos encantadores com lápis de cor. O livro inteiro é uma coisa bonita.

  23. 4 out of 5

    Margarida

    A obra é constituída por 5 contos: "História da Gata Borralheira","O Silêncio", "A Casa do Mar", "Saga" e "Vila d'Arcos". Lembro-me em criança de ter lido, como leitura obrigatória na escola, "O Cavaleiro da Dinamarca", mas não guardo muitas recordações do texto nem do estilo de prosa da autora. Posteriormente conheci a poesia de Sophia. Neste pequeno livro surpreendeu-me a prosa por vezes dura que surge tão naturalmente como elementos mais poéticos. Gostei da história alternativa que criou para A obra é constituída por 5 contos: "História da Gata Borralheira","O Silêncio", "A Casa do Mar", "Saga" e "Vila d'Arcos". Lembro-me em criança de ter lido, como leitura obrigatória na escola, "O Cavaleiro da Dinamarca", mas não guardo muitas recordações do texto nem do estilo de prosa da autora. Posteriormente conheci a poesia de Sophia. Neste pequeno livro surpreendeu-me a prosa por vezes dura que surge tão naturalmente como elementos mais poéticos. Gostei da história alternativa que criou para a Gata Borralheira. "O Silêncio" tem uma aura sombria, que nos é trazida pela forma como é descrita a invasão do som na calmaria e silêncio existentes anteriormente. No conto "A Casa do Mar", viajamos pela descrição daquela casa e chegamos a ouvir o marulhar das ondas. "Saga" conta-nos uma história de um jovem obcecado com o mar, quer pelo destino que lhe podia trazer através do seu desejo de ser marinheiro, quer pelas saudades do caminho de regresso ao lar e ao passado. O último conto passou-me mais desapercebido, sendo a descrição de uma casa palaciana decadente mas com grandeza. No fundo, o que é transversal nos contos é que as escolhas de cada um têm consequências, cada mudança inesperada na vida tem um preço.

  24. 5 out of 5

    Sara

    Sendo uma escritora que admiro muito, foi com prazer que aceitei a sugestão da Silvana de ler este livro. Tem vários contos sobre temas diferentes. Digo eu. Também não sou nenhum expert. Na verdade, é possível admirar neste livro a escrita da autora, a forma como ela dança com as palavras e as entrelaça de uma forma única. Esta é uma obra para admirar a escrita da autora. E digo isto, porque foi realmente por isso que eu gostei do livro. Na verdade, não gostei dos contos. Achei-os tristes ou com Sendo uma escritora que admiro muito, foi com prazer que aceitei a sugestão da Silvana de ler este livro. Tem vários contos sobre temas diferentes. Digo eu. Também não sou nenhum expert. Na verdade, é possível admirar neste livro a escrita da autora, a forma como ela dança com as palavras e as entrelaça de uma forma única. Esta é uma obra para admirar a escrita da autora. E digo isto, porque foi realmente por isso que eu gostei do livro. Na verdade, não gostei dos contos. Achei-os tristes ou com pouca acção (ou até nenhuma). Aliás, temos contos que são apenas descrições. Mas é aí que mais podemos admirar a proeza de Sophia de Mello Breyner: ela consegue descrever uma casa de uma forma indescritível, de uma forma inimaginável, com palavras que nunca nos lembraríamos para o fazer. Acho que é aí que está assente a importância desta obra, no meio de toda a obra literária da escritora.

  25. 5 out of 5

    Samuel Tomé

    Ler tudo em: http://aminhaleituras.blogspot.pt/201... Este é um conjunto de cinco contos, protagonizados por uma Gata Borralheira diferente daquela que conhecemos do conto infantil. Uma mulher a lavar a loiça. Um jovem rapaz que quer ser um homem do mar. Lúcia, Joana e Hans. E depois destes, há dois contos que conseguem ser protagonizados não por pessoas, mas por uma casa e por um lugar. Aqui se vê a versatilidade de Sophia e quão longe ela consegue ir no trabalho com as palavras e com a língua. Ler tudo em: http://aminhaleituras.blogspot.pt/201... Este é um conjunto de cinco contos, protagonizados por uma Gata Borralheira diferente daquela que conhecemos do conto infantil. Uma mulher a lavar a loiça. Um jovem rapaz que quer ser um homem do mar. Lúcia, Joana e Hans. E depois destes, há dois contos que conseguem ser protagonizados não por pessoas, mas por uma casa e por um lugar. Aqui se vê a versatilidade de Sophia e quão longe ela consegue ir no trabalho com as palavras e com a língua.

  26. 4 out of 5

    Sónia

    Mais um livro de leitura obrigatória na escola, se bem me lembro no 8ºano... Acho que o meu gosto por este livro mudou muito consoante as histórias... e o que retenho melhor dele são as paisagens idílicas que imaginei à beira-mar e a personagem Hans... lembro-me de na altura escrever uns textos engraçados baseados no Hans... foi este livro, bem como a minha professora de português da altura, que fizeram despertar em mim o gosto pela escrita...

  27. 4 out of 5

    Moisés

    Contos con moita carga simbólica, nos que o ambiente, o contexto natural é o eixo do relato ou serve para explicar os sentimentos dos personaxes, nunha liña moi do romanticismo. A min non me gusta moito este tipo de literatura. Si me interesa o tema, ao meu ver, que trata nos dous relatos máis longos: a imposibilidade de usar o éxito para agocharse dun mesmo, a sensación de fracaso na vitoria. Só nun deles me gustou moito como contaba, o conto co que me quedo do libro: "A saga". Contos con moita carga simbólica, nos que o ambiente, o contexto natural é o eixo do relato ou serve para explicar os sentimentos dos personaxes, nunha liña moi do romanticismo. A min non me gusta moito este tipo de literatura. Si me interesa o tema, ao meu ver, que trata nos dous relatos máis longos: a imposibilidade de usar o éxito para agocharse dun mesmo, a sensación de fracaso na vitoria. Só nun deles me gustou moito como contaba, o conto co que me quedo do libro: "A saga".

  28. 5 out of 5

    Carolina Helena

    Este é um daqueles casos em que me faltam palavras para comentar. Não consigo dizer que adorei de paixão, nem que o detestei abominavelmente. Os vários contos quebram a monotonia de uma narrativa sempre igual, mas são muito diferentes entre si, mesmo na qualidade. Talvez o tenha lido fora de tempo, mas ao contrário do que a maior parte diz, não acho que seja um livro para crianças. Mesmo assim, vale a pena passar os olhos por ele.

  29. 5 out of 5

    Filipa Alcantara

    li este livro nas minhas ferias de verão em que certos foram passados numa amável casa no faial da terra e S.miguel e posso dizer que este livro me trouce uma bela historia todas as noites finalizando dias cheios de alegria.

  30. 5 out of 5

    Cristina

    Didn't like the plot and the characters. Didn't like the plot and the characters.

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